Bombeiros Voluntários da Mealhada: Aumento do preço dos combustíveis faz temer o pior
A Associação dos Bombeiros Voluntários da Mealhada reuniu em assembleia-geral na noite da passada quinta-feira, 7 de abril, no quartel […]
A Associação dos Bombeiros Voluntários da Mealhada reuniu em assembleia-geral na noite da passada quinta-feira, 7 de abril, no quartel e aprovou o Relatório de Contas e de Atividades do ano de 2021. A questão financeira da associação mealhadense, em concreto, mas também de todo o setor dos bombeiros portugueses, os modelos de financiamento por parte do Estado e das autarquias, e as dificuldades que atravessa a economia portuguesa acabaram por ser o mote para uma reunião animada e de debate interessante. Após o debate, a unanimidade apresentou-se tanto em relação às contas e ao exercício de 2021, mas também à convicção de que há uma necessidade absoluta de o Estado português adequar o financiamento – especialmente em relação ao volume transferido – às exigências de uma proteção civil digna para os portugueses e, especialmente, para o concelho da Mealhada.
Em relação às contas de 2021, Nuno Canilho, presidente da direção dos Bombeiros da Mealhada, garantiu: “Apesar de toda a catástrofe, da paragem de consultas médicas e fisioterapias, com impacto no transporte de doentes não urgentes, dos encargos com material de proteção individual, etc., o ano de 2021 foi de exercício profícuo”. E acrescentou: “O resultado líquido do período foi negativo, muito devido ao facto de termos um valor alto, e sempre crescente, em gastos com depreciações e amortizações, especialmente depois do grande investimento que fizemos na remodelação do quartel. Mas o resultado operacional, antes das depreciações a amortizações e de gastos bancários, é positivo e cifrou-se próximo dos 37 mil euros, em linha com o ano anterior”.
Em relação ao futuro, Nuno Canilho deu conta de que o aumento do preço dos combustíveis “faz temer o pior”! “Depois de termos tido uma batalha forte com a administração regional de saúde do Centro, por causa do transporte de doentes – que acabámos por ganhar -, de termos parado esta atividade por causa dos confinamentos, agora o preço dos combustíveis coloca nos perante um dilema terrível! Ou pomos em causa a sustentabilidade da associação, ou deixamos os doentes desamparados!”, assevera Nuno Canilho, que acrescenta: “Estamos a fazer transportes abaixo do preço de custo, e só ainda não decidimos parar esta atividade – como fizeram os Bombeiros de Cantanhede, por exemplo – por solidariedade e respeito pelos doentes do nosso concelho – nomeadamente hemodialisados e com doença oncológica -, que precisam de nós e que nunca abandonámos, nem mesmo no Grande Confinamento”.
“O governo anunciou que deu às associações de bombeiros um apoio de 1500 euros – o que nem é muito, convenhamos -, mas não é verdade. Esse valor foi-nos entregue, de facto, mas a título de ‘adiantamento’ de um valor que nos é devido há quase 12 meses”, informou o presidente da direção dos Bombeiros da Mealhada.
Autor: Jornal da Mealhada
