Domingo, 30 de Setembro de 2018

Brigada Living Bussaco combateu as invasoras da Mata Nacional

Brigada Living Bussaco combateu as invasoras da Mata Nacional

Região

Brigada Living Bussaco combateu as invasoras da Mata Nacional

Nós vamos fazer um ataque às invasoras, nomeadamente à grande invasora daqui (da Mata Nacional do Bussaco) que é a […]

Nós vamos fazer um ataque às invasoras, nomeadamente à grande invasora daqui (da Mata Nacional do Bussaco) que é a acácia, foi assim que Paulo Nabais, proprietário da Living Place, empresa organizadora da iniciativa, começou por descrever o propósito da ação de voluntariado Living Bussaco.

Com o objetivo de requalificar um talhão da Mata Nacional do Bussaco, combatendo as invasoras que proliferam no pulmão do concelho da Mealhada, a Living Place, em parceria com a Fundação Mata do Bussaco e com o Município da Mealhada, com o apoio da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo Bairrada Aguieira e da Cruz Vermelha Portuguesa Delegação da Mealhada, levou a cabo uma missão de voluntariado no último dia de setembro.

A manhã começou cedo para os cerca de 70 voluntários que vestiram a camisola do Living Bussaco. Divididos em quatro grupos de 15 elementos, guiados por um técnico da Fundação Mata do Bussaco, todos partiram da Casa das Lapas rumo ao amago da floresta, com luvas e inchadas na mão, prontos a destruir as invasoras que identificassem. Esse era um dos grandes objetivos desta iniciativa, com esta ação pretende-se que as pessoas entendam qual é o impacto das invasoras na Mata do Bussaco, nomeadamente da acácia, que é a espécie em maior abundância e mais agressiva em termos de invasoras deste espaço, referiu Paulo Nabais ao nosso jornal.

Para esta ação estavam inscritas 100 pessoas, apesar do número de voluntários em campo ter sido ligeiramente inferior, algo que, mesmo assim, Sónia Nabais, proprietária da Living Place, estava longe de imaginar, o nosso objetivo inicial seria termos entre 20 a 30 pessoas. Paulo e Sónia Nabais já pensam em fazer uma segunda edição desta ação, já que esta correu bem, que as pessoas realmente estão entusiasmadas, que gostaram e aderiram, estamos a pensar fazer uma segunda edição. De futuro, talvez duas vezes por ano, garantiram.

Voluntários de todas as idades palmilharam a Mata do Bussaco em combate às invasoras. Crianças e adultos uniram esforços para alcançar o propósito desta ação que, na voz de Sónia Nabais, estava direcionada para as famílias, são as famílias que conseguem incentivar-se entre si. As crianças incentivam os pais e vice-versa e é muito importante que haja educação ambiental desde cedo, até porque as crianças gostam deste tipo de atividade, gostam de mexer na terraPara elas isto é um combate, elas estão aqui em combate contra as invasoras.

Famílias e associações locais marcaram presença nesta ação de voluntariado, tal como é o caso da Associação de Jovens Cristãos do Luso. A Associação de Jovens Cristãos do Luso sempre teve uma ligação muito grande ao Bussaco, já de há 30 anos, () eu acho que voltar às raízes da associação é bom, referiu Nuno Trindade. Foram 15 os elementos desta associação que estiveram no terreno para participar nesta ação de voluntariado, não só para ajudar a combater as invasoras, uma praga enorme, mas também pelo convívio, para nos conhecermos melhor e conhecer pessoas novas, até porque há aqui pessoas de várias localidades.

Aveiro, Coimbra, Leiria, Porto, Viseu foram as cidades representadas nesta iniciativa, que também tinha como objetivo promover a Mata do Bussaco e conseguir incrementar os índices turísticos desta região, não só da Mata, mas também do concelho da Mealhada, afirmou Paulo Nabais.

Dada a abrangência desta iniciativa a dupla Nabais entende que este pode ser mais um ingrediente para alcançar o título de Património Mundial da UNESCO, mas mais do que isso, uma forma de dar a conhecer o que implica o alcance dessa distinção, muitas pessoas, às vezes, não entendem o que é isto do Património da UNESCO, o trabalho que está por trás, o que é que é preciso fazer para conseguirmos ganhar isto, daí a importância de momentos como este, não só para a Mata do Bussaco, mas também para o concelho.

Célia Oliveira, residente em Casal Comba, também participou nesta iniciativa e disse ao nosso jornal estar muito satisfeita por poder contribuir para a conservação da Mata que é de todos, enfatizando a mata é candidata a Património da UNESCO, por isso há que preservá-la.

No final da ação de voluntariado, o grupo fez a plantação de um medronheiro, como símbolo do empenho em ver conservada a Mata Nacional do Bussaco e, nesse momento, António Gravato, presidente da Fundação Mata do Bussaco (FMB), agradeceu a participação das crianças, que são o futuro, o esforço coletivo, a partilha e a adesão surpreendente a esta ação, com pessoas vindas de vários pontos do país.

O presidente da FMB partilhou que a Mata conta, neste momento, com um total de 7900 ações de voluntariado e 90 mil plantações, mas considerou esta ação como uma das melhores, garantindo que estamos disponíveis para ajudar em outras ações.

Autor: Jornal da Mealhada

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