Bruno Coimbra considera muito grave situação no Bussaco
(COM GALERIA DE FOTOGRAFIAS) Um grupo de deputados do PSD eleitos pelo círculo de Aveiro visitou a Mata do Bussaco, […]
(COM GALERIA DE FOTOGRAFIAS)
Um grupo de deputados do PSD eleitos pelo círculo de Aveiro visitou a Mata do Bussaco, para avaliar os prejuízos causados pelo temporal dos dias 19 e 20 de janeiro. Depois de o parlamentar Bruno Coimbra ter feito uma primeira abordagem, logo no dia 21, agora juntaram-se-lhe Paula Cardoso, Amadeu Albergaria e Paulo Cavaleiro, que se reuniram com o presidente da Fundação que gere a Mata.
A situação é muito grave. Centenas de árvores caídas em algumas zonas, árvores centenárias partidas ao meio, despedaçadas e desenraizadas. Até o ´Cedro de São José´ – o cedro mais antigo de Portugal, datado de 1644 – foi completamente desfeito pelo vento, lamentou o deputado Bruno Coimbra, na segunda-feira seguinte ao temporal.
As ermidas e capelas da Via Sacra, bem como os objetos no seu interior, soterradas e esmagadas pelos troncos maciços tombados sobre elas. Acessos completamente atulhados de madeira, terra e lama foi este o cenário encontrado pelo deputado social-democrata, que lamentou, na ocasião, a destruição do património botânico que faz da Mata do Bussaco, a maior reserva dendrológica da Europa, e do património histórico e cultural edificado, que a distingue das demais áreas deste tipo no nosso país.
Bruno Coimbra acompanhou o levantamento e os trabalhos da direção e funcionários da Fundação Mata do Bussaco, que não olham a esforços para tentar garantir as condições mínimas de recuperação daquilo que ainda é possível recuperar. O parlamentar do PSD reuniu-se com o presidente da instituição, e com o presidente e o comandante dos Bombeiros Voluntários da Mealhada, alertando todos os coordenadores do Grupo Parlamentar do PSD das áreas da Agricultura, Ambiente e Cultura, bem como o secretário de Estado da Agricultura e o gabinete da ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território.
É fundamental o empenho e envolvimento de todas as instituições locais e nacionais relacionadas com estas áreas para que se possa fazer algo com sucesso. Serão necessários meses de trabalho para limpar e recuperar as áreas afectadas dentro da mata, muitos milhares de euros para recuperar o edificado histórico, muita mão-de-obra qualificada, e, mesmo assim, há situações que não serão possíveis repor e que constituem uma grande perda, reveliu Bruno Coimbra.
Na semana passada, também os deputados Amadeu Albergaria, Paulo Cavaleiro e Paula Cardoso, estiveram na mata, para acompanhar o decurso dos trabalhos e verificar as dificuldades. Os parlamentares aveirenses reuniram-se com o presidente da Fundação, que revelou estar a ser apoiado pela Secretaria de Estado das Florestas. Na ocasião, pediu um amplo consenso politico na definição da recuperação da situação do Bussaco como prioridade, quer na vertente botânica, quer histórica, cultural e religiosa, para as quais serão precisos fundos, apoios e conhecimento técnico.
Os deputados do PSD estão a acompanhar a situação diariamente, intercedendo junto de várias entidades governamentais, nacionais e regionais, mas também fora da esfera política, divulgando as ações de voluntariado.
Autor: Jornal da Mealhada
