Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2013

Câmara analisa alienação (ou não) da EPVL no dia 16 de dezembro

Câmara analisa alienação (ou não) da EPVL no dia 16 de dezembro

Região

Câmara analisa alienação (ou não) da EPVL no dia 16 de dezembro

No passado verão foi divulgado o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, relativamente aos exercícios económicos de 2011 e 2012. Dos […]

No passado verão foi divulgado o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, relativamente aos exercícios económicos de 2011 e 2012. Dos trezentos e oito municípios, a Mealhada ficou numa situação bastante estável e, em alguns pontos da extensiva análise, nos primeiros dez lugares, atingindo o quinto lugar na melhor eficiência financeira. Agora, a Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC) apresentaram uma atualização, que incide no Setor Empresarial Local. Na Mealhada a única empresa municipal é a Escola Profissional Vasconcellos Lebre (EPVL) que, segundo os parâmetros desta lei, tem um prazo de seis meses para encerrar. A situação foi discutida na passada reunião camarária e volta a ser analisada na segunda-feira, dia 16 de dezembro. Em cima da mesa a única solução pode passar pela alienação do Município para com a escola.

A empresa municipal Escola Profissional, Lda., resulta de uma sociedade comercial por quotas entre a Câmara da Mealhada, detentora de 64%, com a Caixa de Crédito Agrícola Beira Aguieira da Mealhada, que tem a restante parte. Esta instituição de ensino, tal como todas as outras profissionais, não tem receitas próprias e vive (quase) totalmente das verbas do Programa Operacional Potencial Humano (POPH) do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN). Os alunos não pagam nada e ainda recebem subsídios, nomeadamente, de alimentação e deslocação. No caso da EPVL, as únicas receitas (2,8%) provém das folhas de teste, o único gasto que os alunos têm, e a venda de produtos do Bar.

Ora, nestas condições e segundo a atualização feita pela OTOC, a EPVL, como muitas outras empresas municipais, terão que ser dissolvidas, num prazo de seis meses, uma vez que: As vendas e prestações de serviços realizados durante os últimos três anos não cobrem, pelo menos, 50% dos gastos totais dos respetivos exercícios; nos últimos três anos, o peso contributivo dos subsídios à exploração é superior a 50% das suas receitas; nos últimos três anos, o valor do resultado operacional subtraído ao mesmo o valor correspondente às amortizações e às depreciações é negativo; e nos últimos três anos, o resultado líquido é negativo.

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Não podemos correr o risco de indefinição

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Ao Jornal da Mealhada, Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada, já tinha afirmado: Vamos obter um parecer jurídico do senhor professor Pedro Gonçalves, que espero tê-lo antes de segunda-feira (2 de dezembro), uma vez que nesse dia este assunto será já falado em reunião da Câmara.

E na reunião pública, o edil declarou: Não podemos correr o risco de indefinição. Temos vinte e oito dias para resolver este assunto e a única maneira que vejo é alienar a participação que o Município tem para que a escola não corra nenhum risco.

As escolas profissionais nasceram por iniciativa do Governo. Agora dizem que não são rentáveis e que têm que fechar, acrescentou que Rui Marqueiro, que concluiu: Se a escola for obrigada ao pagamento de propinas, o espírito perde-se e passa a um privado.

Autor: Jornal da Mealhada

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