Quinta-feira, 03 de Março de 2016

Câmara da Mealhada assume utilizar glifosato. Bloco de Esquerda não quer

Câmara da Mealhada assume utilizar glifosato. Bloco de Esquerda não quer

Região

Câmara da Mealhada assume utilizar glifosato. Bloco de Esquerda não quer

O Bloco de Esquerda quis saber se a Câmara da Mealhada utiliza o herbicida carcinogéneo glifosato e perante a resposta […]

O Bloco de Esquerda quis saber se a Câmara da Mealhada utiliza o herbicida carcinogéneo glifosato e perante a resposta da autarquia que utiliza setenta litros, anualmente, em espaços verdes e vias públicas -, o partido quer o abandono do seu uso. O assunto foi abordado em nota de imprensa, enviada à comunicação social.

A Agência Internacional para a Investigação sobre o Cancro (AIIC) da Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o glifosato como carcinogéneo provável para o ser humano. O glifosato é o herbicida mais utilizado no país e também no planeta. A investigação da AIIC identificou a relação entre a exposição ao glifosato e o Linfoma não-Hodgkin. Este tipo de cancro de sangue é dos que mais se registam em Portugal, com cerca de mil e setecentos novos casos por ano, lê-se na nota de imprensa enviada pela Comissão Coordenadora Distrital Bloco de Esquerda de Aveiro.

No mesmo documento, que declara que o Município da Mealhada não está na vanguarda da defesa da saúde pública, lê-se: O glifosato representa um risco para a saúde pública. É imperioso a promoção de espaços públicos (praças, passeios, estradas, cemitérios, etc) sem glifosato e livres de pesticidas com o recurso a meios mecânicos, térmicos, manuais ou outros. É essencial proteger a saúde pública e o ecossistema. A população do município não pode ser exposta a este carcinógeno nos espaços públicos quando há alternativa.

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Uso de glifosato por parte da nossa autarquia é residual, garante Marqueiro

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Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada, não deixou o tema sem resposta e, no oficio enviado, pode ler-se: Consideramos que o uso de glifosato por parte da nossa autarquia é residual, apenas sendo utilizado quando outros métodos não são possíveis ou aconselhados. Apesar de mais onerosos, temos, ao longo do tempo, privilegiado sempre o uso de meios mecânicos e moto-manuais para o controlo das espécies herbáceas e arbustivas.

E a explicação vai ao pormenor, onde há a garantia, do edil, de que o uso de glifosato por parte da Câmara Municipal de Mealhada é utilizado pelo setor de manutenção de vias públicas, pelo setor de espaços verdes urbanos e de serviços urbanos (para controlo de infestantes em Cemitérios). Dentro do setor de espaços verdes urbanos, o glifosato não é utilizado nos jardins públicos, apenas nas zonas pavimentadas.

Por outro lado, Rui Marqueiro enfatiza ainda: Os nossos funcionários estão perfeitamente habilitados (técnica e legalmente) para a aplicação destes (e de outros) fitofármacos.

Autor: Jornal da Mealhada

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