Câmara e Universidade de Coimbra organizam hoje debate sobre cheias no Mondego
“Levar a sério o desafio. Análise das cheias do Mondego de fevereiro de 2026”
A Câmara e a Universidade de Coimbra promovem hoje uma sessão pública a propósito das cheias que atingiram a região em fevereiro e que impediram a circulação na autoestrada 1, após o colapso de um dique do rio Mondego.
A iniciativa “Levar a sério o desafio. Análise das cheias do Mondego de fevereiro de 2026”, às 15:00, precisamente debaixo do dique do viaduto da A1, que também colapsou, pretende “analisar os episódios de cheia registados recentemente na bacia do rio Mondego e promover uma reflexão técnica sobre o funcionamento das infraestruturas hidráulicas e a gestão do risco de inundação em Portugal”.
No painel está, além da presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado.
O evento começa com uma conferência pelo professor catedrático aposentado da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e antigo reitor da Universidade de Coimbra, Fernando Seabra Santos.
A mesa-redonda conta ainda com a participação de António Carmona Rodrigues, presidente do conselho de administração do grupo Águas de Portugal, e de Carlos Matias Ramos, antigo presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil e ex-bastonário da Ordem dos Engenheiros.
A Câmara de Coimbra estimou na quinta-feira que a necessidade de desassoreamento dos rios Mondego, Ceira e Dueça, terá um custo de 11,7 milhões de euros.
As cheias do Mondego, que ainda atingiram os concelhos de Montemor-o-Velho, com isolamento da localidade de Ereira, e de Soure, obrigaram igualmente ao corte da A14 e causaram prejuízos de vários milhões de euros a empresas situadas nas zonas ribeirinhas.
Um plano para a retirada de 3.000 pessoas em Coimbra esteve também a ser preparado, acabando por não ser necessário, mas obrigou ao fecho de escolas e à deslocação de várias pessoas das habitações, nomeadamente idosos.
No início do mês, as cooperativas agrícolas do vale do Baixo Mondego alertaram a Comissão Parlamentar de Agricultura e Pescas para a necessidade de a reparação do canal de rega do Mondego estar concluída até ao início de maio.
Autor: Jornal da Mealhada
