Centenas de «Duendes», e outras personagens bussaquinas, passaram domingo na Mata
O projeto do agrupamento de escolas de Mealhada Duendes da MataSOS Bussaco, no âmbito da 10.ª edição do prémio Ciência […]
O projeto do agrupamento de escolas de Mealhada Duendes da MataSOS Bussaco, no âmbito da 10.ª edição do prémio Ciência na escola, promovido pela Fundação Ilídio Pinho, culminou com a actividade Um diana Mata, realizada no dia 27 de Maio, em plena mata do Bussaco, que reuniu algumas centenas de pessoas.
O dia iniciou-se com uma recriação histórica vivenciada pelas crianças dos jardins de infância – da Quinta do Valongo, da Mealhada, da Vacariça e da Vimieira – e escolas envolvidas, que desfilaram vestidas de monges, tropas anglo-lusas, plebe, família real e duendes da mata, simbolizando, estes, a protecção deste património natural inestimável.
No final deste desfile teve lugar a inauguração da exposição que reuniu os trabalhos realizados durante o projecto pelas crianças, que incidiram no estudo das espécies da flora e da fauna existentes na mata, bem como no impacto dos factores externos agressivos para este ecossistema. Esta exposição estará patente até 5 de junho nas antigas garagens do Palace Hotel, futuro centro de monotorização e interpretação ambiental da Fundação Mata do Bussaco. O visitante entrará num espaço onde observará um conjunto de experiências que colocaram as crianças e as famílias em contacto com a botânica, actividades que lhes permitiram a compreensão da importância das plantas para a manutenção do equilíbrio deste ecossistema. Amostras dos contactos com espécies notáveis como a sequóia, o aderno, os fetos arbóreos, entre outras, bem como as espécies invasoras que ameaçam a conservação da floresta relíquia. Continuando, o visitante poderá observar os trabalhos resultantes do estudo no campo da zoologia das espécies como a salamandra lusitânica, a rã ibérica, o tritão de ventre laranja e o esquilo vermelho. Encontrará também materiais pedagógicos construídos durante o projecto. A mostra integra igualmente os workshops O mel do Bussaco, Saberes e sabores de antanho e Mezinhas dos nossos avós.
Terminada a visita à exposição deu-se início à caminhada pela floresta relíquia, com paragem no espaço piloto dos jardins de infância reservado para a continuidade das actividades de limpeza e reflorestação.
O sentir de quem lá esteve diz-nos que este projecto mudou o olhar sobre o Bussaco e contribuição da ciência para esta mudança. A visitar!
Entretanto, sabe-se que os resultados do prémio Ciência na escola, promovido pela Fundação Ilídio Pinho, serão conhecidos no final do próximo mês de junho.
JM/AEM
Autor: Jornal da Mealhada
