Che Guevara acompanha Amigos da Tijuca hasta la victoria siempre
Como que um grito revolucionário a ecoar pela avenida, chega assim ao Carnaval Luso-Brasileiro da Bairrada o Grémio Recreativo Escola […]
Como que um grito revolucionário a ecoar pela avenida, chega assim ao Carnaval Luso-Brasileiro da Bairrada o Grémio Recreativo Escola de Samba Amigos da Tijuca. Consigo, trazem a história do guerrilheiro argentino-cubano Che Guevara e pretendem representá-la nas ruas da Mealhada, a 11 e 13 de fevereiro.
Sob o mote hasta la victoria siempre, frase icónica do líder da Revolução Cubana, o samba enredo dos Amigos da Tijuca é baseado na vida de Che Guevara, desde a sua infância na Argentina até à sua morte nas montanhas da Bolívia. É uma figura incontornável da história mundial, apesar de controversa. E faz sentido agora que se celebram 50 anos da sua morte, salienta Diana Jorge, carnavalesca da escola.
A imagem de Che Guevara, imortalizada numa fotografia de Alberto Korda, é uma das mais reproduzidas no mundo. A sua história de vida transmite uma mensagem de esperança, de alegria e brilho em que a nossa escola se revê. Frases como a luta continua ou prefiro morrer de pé do que viver de joelhos são marcantes para nós enquanto movimento cultural, explica Diana Jorge.
De acordo com a carnavalesca dos Amigos da Tijuca, abordar este tema é também fazer um trabalho pedagógico junto dos elementos mais jovens. Muitos miúdos que estão connosco nem sequer sabiam quem era Che Guevara, é giro ver que conseguimos ensinar-lhes algo novo e demonstrar que não é só o samba que se aprende nesta escola.
Diana Jorge reconhece que a escola está mais jovem, há muita gente nova a entrar, uns amigos vão puxando os outros, e penso que isso é positivo. Incentivo os jovens a integrarem esta ou qualquer outra escola de samba, pois criam-se laços, fazem-se novas amizades e acrescenta valor à pessoa.
Os Amigos da Tijuca têm atualmente 130 desfilantes, um número considerável que obriga a uma preparação meticulosa. É um trabalho de equipa, temos esta massa humana com amor à camisola, que se dedica bastante. O Carnaval não é feito na avenida, faz-se na sede, neste convívio saudável. Mais que ganhar, o que interessa é sentirmos orgulho naquilo que fazemos, acrescenta Diana.
Ao recordar o Carnaval do ano passado, feito no centro da Mealhada, e que se repete agora, a carnavalesca diz ter sido uma excelente aposta, não me recordo de desfilar para tanta gente, este ano esperamos poder desfilar os dois dias e que o tempo ajude. Diana Jorge realça que é importante que todos se divirtam, quem desfila quer é sentir as pessoas felizes e tem de haver respeito por elas, acima de tudo. Desfilamos para quem paga bilhete e, quem paga, quer ver um bom espetáculo.
A carnavalesca dos Amigos da Tijuca refere ainda que era importante que se percebesse que a Mealhada tem no Carnaval um potencial tão grande como nas 4 maravilhas. E, na nossa perspetiva, o apoio por parte das entidades não tem sido de todo suficiente.
Autor: Jornal da Mealhada
