Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026 às 19:38

Cheias no Mondego. Locais de apoio em Coimbra estão a acolher 106 pessoas retiradas, 83 de lares

Cheias no Mondego. Locais de apoio em Coimbra estão a acolher 106 pessoas retiradas, 83 de lares

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Cheias no Mondego. Locais de apoio em Coimbra estão a acolher 106 pessoas retiradas, 83 de lares

O maior número de pessoas deslocadas deve-se aos 83 utentes de lares que estão instalados no pavilhão Mário Mexia

Os locais de apoio de Coimbra previamente definidos para receber população retirada de zonas de risco de cheia estão a acolher, de momento, 106 pessoas, 83 das quais de lares de idosos, afirmou hoje fonte da proteção civil municipal.

O maior número deve-se aos 83 utentes de lares que estão instalados no pavilhão Mário Mexia, onde têm apoio prestado por 25 funcionários das instituições particulares de solidariedade social, oito técnicos da Câmara e Instituto da Segurança Social, e oito profissionais de saúde em regime de voluntariado, disse à agência Lusa fonte oficial da proteção civil municipal.

O decréscimo no número de pessoas acolhidas acontece por uma desmobilização “para casa de familiares”, explicou a mesma fonte.

Estas zonas de concentração e apoio à população (ZCAP), que dão resposta à ordem de retirada de zonas de maior risco e de pessoas em situação de maior fragilidade, chegaram a ter, na quarta-feira, 160 pessoas acolhidas.

Às 16:00 de hoje, a Escola Inês de Castro, que funciona como ZCAP para São Martinho do Bispo, tinha quatro pessoas acolhidas, e a Escola Básica 2, 3 de Taveiro 19 pessoas, sete das quais crianças, referiu.

Já a ZCAP que abrange São Silvestre, São João do Campo e São Martinho de Árvore tinha zero pessoas acolhidas hoje à tarde, situação igual à ZCAP de Torres do Mondego e Ceira (Casa do Povo de Ceira).

Na terça-feira, o município avançou com a retirada preventiva de pessoas de Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal, Arzila e São Martinho do Bispo, zonas mais densamente povoadas, de cota baixa e situadas na margem esquerda do rio (além de Conraria e Cabouco, a montante da ponte-açude).

Na quarta-feira, foi a vez de ser acionada nova zona de evacuação que abrange pontos de São Martinho de Árvore, Quimbres (São Silvestre) e São João do Campo.

Nesse dia, por volta das 17:00, a margem direita do rio Mondego, nos Casais, Coimbra, colapsou e levou ao encerramento da Autoestrada 1.

O tabuleiro do viaduto da A1 viria a desabar ao final da noite na sequência do rompimento do dique nos Casais, Coimbra.

Hoje, a margem direita do canal principal do rio Mondego partiu e passou a canalizar água para o canal de rega em frente à ETAR de Formoselha (Montemor-o-Velho).

Esse mesmo canal de rega, pressionado por mais água do Mondego, também acabou por partir uns metros mais à frente, já entre Formoselha (Montemor-o-Velho) e Granja do Ulmeiro (em Soure), distribuindo água para os campos agrícolas da margem direita, já sobrecarregada.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

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Autor: Jornal da Mealhada

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