Coligação questiona autarquia sobre a tentativa de compra da Quinta do Murtal
Na última Reunião de Câmara, antes dos assuntos da ordem do dia, a coligação Juntos pelo Concelho da Mealhada começou […]
Na última Reunião de Câmara, antes dos assuntos da ordem do dia, a coligação Juntos pelo Concelho da Mealhada começou por questionar o executivo sobre o motivo da tentativa de compra de um espaço no valor de dois milhões e tal euros, mesmo sendo um pagamento faseado, referiu Hugo Silva.
A questão levantada pela segunda vez consecutiva por parte da coligação refere-se, nomeadamente, à Quinta do Murtal, localizada junto ao Centro de Saúde da Mealhada. Rui Marqueiro, presidente da Câmara Municipal da Mealhada, esclareceu que o processo de compra não avançou porque foi verificada uma diferença entre as avaliações da Câmara e os proprietários. O autarca explicou que a Câmara avaliou o espaço em dois milhões e duzentos mil euros e a família terá avaliado o património em dois milhões e oitocentos mil euros, porém o valor que nos foi pedido ainda foi superior à avaliação.
Rui Marqueiro justificou que uma das motivações do interesse na compra do espaço tem que ver com a localização privilegiada, que proporcionaria um espaço verde muito bom para quinhentas ou seiscentas pessoas, constituindo-se um espaço adequado para a realização de muitas atividades e espetáculos. O presidente da Câmara Municipal da Mealhada acrescentou também que naquele local está pensada a construção da Casa Costa Simões (o Professor Dr. António Augusto da Costa Simões é uma figura de relevo na Mealhada, tendo sido impulsionador da construção do atual edifício da Câmara Municipal, pioneiro da Santa Casa da Misericórdia da Mealhada e fundador dos Banhos do Luso), pela centralidade do local, respondendo a Hugo Silva, o seu partido defende a diversificação dos centros e é isso que estamos a fazer.
Hugo Silva garantiu que a Quinta do Murtal teria sido alvo de interesse de uma grande superfície comercial que não fechou negócio porque a Câmara não autorizou e avançou ainda que a família não ficou satisfeita por não fazer negócio, benéfico para ambas as partes, e que por isso tenciona processar a Câmara, assim como a superfície comercial. Rui Marqueiro esclarece que a mesma superfície comercial está a pedir aprovação noutro espaço, próximo do Lidl, atrás do Cineteatro, e afirma que foram várias as razões para que o pedido tivesse sido indeferido naquele lugar. Quanto às alegadas ameaças de processo, Rui Marqueiro desvaloriza e refere ameaças de processos tenho todos os dias.
A fechar esta temática, Adérito Duarte, membro da coligação Juntos pelo Concelho da Mealhada, tomou a palavra para dizer que o que me preocupa nesta opção não tem que ver com opções políticas, mas com o facto de que a aquisição de mais património possa afetar a tesouraria da Câmara, ao que o líder do executivo responde sou responsável pelas finanças e, por isso, pode dormir descansado.
Autor: Jornal da Mealhada
