Concelho da Mealhada viveu momentos de aflição com incêndios
Cerca de trezentos hectares da parte norte do concelho da Mealhada arderam nos dias 10 e 11 de agosto aproximando-se […]
Cerca de trezentos hectares da parte norte do concelho da Mealhada arderam nos dias 10 e 11 de agosto aproximando-se perigosamente das localidades de Barrô, Várzeas, Salgueiral e Monte Novo, na freguesia de Luso, e da Póvoa da Mealhada. O incêndio nasceu em Algeriz e alastrou-se por mais de três mil hectares foi parado ao fim de quase quarenta horas depois de uma luta intensa liderada por cerca de 250 bombeiros e militares. Para além dos danos no território florestal não houve perdas relevantes a assinalar no concelho da Mealhada.
Eram cerca das 2h30m da madrugada de 10 de agosto quando foi detetado um foco de incêndio junto da aldeia de Algeriz, no nordeste serrano do concelho de Anadia. A corporação do concelho foi mobilizada e os bombeiros da Mealhada acorreram em seu auxílio, seguindo o princípio de triangulação pela proximidade do sinistro. Foi montado posto de comando na Moita, constituído pelos comandantes Ana Matias, de Anadia, e Nuno João, da Mealhada, e dado combate sem tréguas.
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Agora há que aprender com os erros que todos nós cometemos, diz Marqueiro
Houve prejuízos florestais muito grandes, alguns prejuízos agrícolas, particularmente um munícipe que se queixa de uma vinha que ficou totalmente destruída e um viveirista que ficou com algumas estruturas danificadas, mas estes agricultores e proprietários de cultivos têm agora oportunidade de concorrer aos apoios do Estado para minimizar estes prejuízos. Estas informações vão ser agora enviadas para as autoridades competentes, nomeadamente o Ministério da Agricultura, não sei se haverá lugar a indemnizações ou não, afirmou ao Jornal da Mealhada o presidente da Câmara da Mealhada, Rui Marqueiro, alguns dias depois de passar o incêndio.
O edil asseverou: Estamos também preocupados com a possibilidade de haver chuvas repentinas que possam entupir saneamentos e águas pluviais. Quando isto acontecer teremos um trabalho grande para evitar estas situações.
Rui Marqueiro asseverou, ainda: Agora há que aprender com os erros que todos nós cometemos, estamos agora a tentar chamar a atenção dos proprietários florestais, tendo em conta que a floresta é exclusivamente privada. A este propósito o presidente da Câmara anunciou: Vamos tentar fazer-lhes ver as melhores técnicas de reflorestação. Estou até a pensar fazer, num terreno municipal, outro tipo de reflorestação que não o eucalipto ou até vender este terreno para a florestação. Devemos apostar numa floresta de espécies mais resistentes, com exemplares da floresta tradicional portuguesa, ou seja, outro tipo de árvores.
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Nunca tantos deveram tanto a tão poucos!, assevera Nuno João
Nunca tantos deveram tanto a tão poucos! É este o sentimento que tenho em relação aos meus bombeiros, afirmou Nuno João, comandante dos Bombeiros da Mealhada. Nunca desistiram, nunca disseram que estavam cansados nunca arrearam e disseram, durante 72 horas de incêndio ativo: Estamos aqui para o que der e vier. É para isto que treinamos todas as semanas, é para isto que vamos tirar formações é para isto que existimos. A recompensa que queremos é o sorriso e o obrigado de quem ajudámos a salvar é o acenar dos miúdos quando passamos em coluna, é o gesto mais simples que nos mostra que a nossa missão foi bem sucedida. A todos os bombeiros um bem haja. Aos meus bombeiros quero lembrar-lhes que Sozinhos somos o que pudermos, juntos somos o que quisermos! E fizemo-lo…
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Autor: Jornal da Mealhada
