Domingo, 12 de Abril de 2026 às 19:01

Coro coletivo da bienal Anozero cantou pela liberdade nas ruas de Coimbra

Coro coletivo da bienal Anozero cantou pela liberdade nas ruas de Coimbra

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Coro coletivo da bienal Anozero cantou pela liberdade nas ruas de Coimbra

Coro coletivo da bienal Anozero cantou pela liberdade nas ruas de Coimbra

Coro coletivo da bienal Anozero cantou pela liberdade nas ruas de Coimbra

Coro coletivo da bienal Anozero cantou pela liberdade nas ruas de Coimbra

Coro coletivo da bienal Anozero cantou pela liberdade nas ruas de Coimbra

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Coro coletivo da bienal Anozero cantou pela liberdade nas ruas de Coimbra

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Coro coletivo da bienal Anozero cantou pela liberdade nas ruas de Coimbra

“A liberdade é muito diversa. Não é só uma liberdade política, é física, psicológica, é sobre a liberdade de cada um” revela o autor, Vasco Araújo

Cerca duas centenas de pessoas percorreram este sábado as ruas de Coimbra a interpretar “Va, pensiero”, de Giuseppe Verdi, à ‘capella’, num coro coletivo em defesa da liberdade, realizado no âmbito da programação de abertura da bienal Anozero.

A performance “Libertas – Da Condição da Pessoa Livre”, da autoria do artista visual Vasco Araújo, reuniu cantores de coros e outros participantes, num percurso entre a igreja de Santa Cruz e o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, para entoar “Va, pensiero”, o célebre Coro dos Escravos Hebreus da ópera Nabucco, de Giuseppe Verdi, um dos mais emblemáticos hinos históricos contra a opressão.

A criação – concebida originalmente para o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Lisboa, em 2019, e replicada depois na Bienal de Arte de Pontevedra – contabilizou 265 inscrições, sendo que pelo menos uma centena não pertence a nenhum coro, adiantou Vasco Araújo, em declarações à agência Lusa.

“A liberdade é muito diversa. Não é só uma liberdade política, é física, psicológica, é sobre a liberdade de cada um e, no fundo, é uma tomada de consciência daquilo que nós somos e do que é que podemos fazer”, afirmou o artista, sobre o espetáculo de hoje.

Partindo da igreja de Santa Cruz, na Baixa da cidade, os participantes – todos eles vestidos de branco, como símbolo de paz e unidade – fizeram as ruas Visconde da Luz e Ferreira Borges ficarem em silêncio por alguns minutos, com “Va, pensiero” a ser o único som a ecoar.

Clientes nas esplanadas, colaboradores nas portas dos comércios e espetadores nas janelas serviram de plateia para o espetáculo ao ar livre, que teve também um público a acompanhar o coro.

Dispostos numa formação em bloco, os participantes foram seguidos pelos espetadores, alguns deles também a cantar, outros a apreciar em silêncio.

No fim do percurso, no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, na margem esquerda do rio Mondego, os participantes de todas as idades juntaram-se num meio círculo, para cantar uma última vez pela liberdade, enquanto o público completou a outra metade do círculo.

Durante a tarde, questionado pela Lusa sobre o significado de abrir a Anozero com uma performance sobre liberdade, o diretor do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, Carlos Antunes, salientou ser esse o “princípio fundador da bienal e da arte”.

“A arte é exatamente essa luta permanente pela expressão individual”, apontou, salientando ainda que “o tema da liberdade é um tema essencial hoje em dia”.

Fernanda Alves e Joana Martins, mãe e filha, participantes do coro, sublinharam a vertente da iniciativa de manifestação pela liberdade, enquanto Maria Eugénia destacou a tentativa de “tocar corações” através da performance.

“Libertas” foi realizada no âmbito da programação de abertura da Anozero’26 – Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra, que decorre entre hoje e 05 de julho, numa organização do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, Câmara Municipal de Coimbra e Universidade de Coimbra.

A bienal conta com curadoria de Hans Ibelings e John Zeppetelli, e curadoria assistente de Daniel Madeira, estando subordinada ao tema “Anozero’26 – Segurar, dar, receber”.

Coimbra

Autor: Jornal da Mealhada

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