Terça-Feira, 05 de Novembro de 2013

Crónicas Locais – 146 – UM ADEUS BEM PORTUGUÊS!

Crónicas Locais – 146 – UM ADEUS BEM PORTUGUÊS!

Região

Crónicas Locais – 146 – UM ADEUS BEM PORTUGUÊS!

Dos tempos eleitorais cessantes resta a saudade na pena dos políticos que se reformaram chorando. Uns carpiram mágoas, outros desafiaram […]

Dos tempos eleitorais cessantes resta a saudade na pena dos políticos que se reformaram chorando. Uns carpiram mágoas, outros desafiaram leis, outros festejaram com os dinheiros comuns o regabofe financeiro dos municípios. Se há coisas que não se entendem é mesmo este espectáculo insensato das guerras pelo poleiro que foram levadas até aos tribunais pelos heróicos servidores da coisa pública. E não se percebe por que razão na hora da saída dum dever cívico que transformaram em emprego todos se agarram á barca com medo de a perderem. As saudades são muitas porque no fundo, no fundo, nesta ResPública da pelintrice onde o cidadão sofre cada vez mais para sobreviver, aquilo não é mau, é mesmo um rico tacho, apimentado no colectivo das famílias democráticas longe da vista do pateta do eleitor que há trinta anos cede o voto a uma classe de adesivos e auto colantes. Custa largar o salário, as panelas, os telemóveis, os carros, os motoristas, os subsídios, a influência, apesar dos trabalhos árduos serem recompensados com óptimas reformas sem descontos que, sendo eternas, passam sem dúvida pelo inferno dantesco do cidadão comum para as poder pagar! Um abuso de poder, uma vergonha, um roubo! Há quem chame a isto Portugal, mas isto é um portugalete de chanfrados como sugere Medina no seu programa televisivo semanal.

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Artigo de Ferraz da Silva publicado, na integra, na edição impressa de 13 de novembro.

Autor: Jornal da Mealhada

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