CRÓNICAS LOCAIS: A LEI FUNDAMENTAL DO SR. MINISTRO
Confesso que como cidadão nunca conheci um ministro dos negócios estrangeiros, nem antigo nem moderno e daí desenvolver um atrito […]
Confesso que como cidadão nunca conheci um ministro dos negócios estrangeiros, nem antigo nem moderno e daí desenvolver um atrito contra o cargo porque me parece hoje dispensável e inútil. Na minha interpretação não sei para que serve um tal ministro quando neste país manda o próprio estrangeiro, exatamente aquele que nos ajuda com dinheiro emprestado para manter a funcionar esta casa de má vida e corrupção, cuja crise de divida vai agravando cada vez mais o futuro dos portugueses. Depois, esta Europa que dizem sermos devia ter um destes ministros que nos representasse a todos porque não faz qualquer sentido que um país ou união seja representada por vinte e sete pessoas. Uma desunião numa Europa onde todos deveríamos ser, oito anos após um Barroso medalhado, autênticos europeus. Confesso que por mim acabava também com os barrosos que por aí andam mais os trinta e cinco mil comparsas de Bruxelas que tem servido para ganhar ordenados chorudos, boas reformas, prémios de reinserção e fabricar papeis que empanturram a CEE de burocracia. Além dumas tacadas de golf em bons resortes mundo fora! Ainda se o nosso ministro fosse de bordão e saco às costas eu entenderia a sua missão de pedinte franciscano, mas já não entendo a sua função de comentador de circunstância, palpiteiro, batoteiro de ideias, morgado do disparate e finalmente patético legislador quando afirma que a lei fundamental se pode ultrapassar praticamente quando ele quiser. Quando a excelência entender sopra num pífaro três assobios e já está, foi-se a lei fundamental que tanto trabalho deu a inventar num lixe-se a democracia ministerial. Não é que a lei seja perfeita, mas ele há cada marmelo!
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Artigo de Ferraz da Silva a publicar na edição impressa de 26 de novembro.
Autor: Jornal da Mealhada
