CRÓNICAS LOCAIS – AS GARRAFAS DE AMARONE
A garrafa de Amarone della Valpolicella vai andando depressa no fim de tarde à beira do rio Gota. O vinho […]
A garrafa de Amarone della Valpolicella vai andando depressa no fim de tarde à beira do rio Gota. O vinho é tinto e excelente, bebe-se por prazer e trava-se pela essência. É forte, graduado. Ando por aqui correndo mundo e à mesa também. Não me encantam voltas por companhia, mas estou sujeito a cavacos, a sócrates, a coelhos sem cartola que me espantam de casa a família com a soberba do pobre e o desplante do rico. Ser lusitano é esta sina. Há cerca de mil nas margens deste rio, muitos na Volvo, e os descendentes hão-de ficar por esta terra, diferente da miséria e da ladroeira pátria.
xa0
Artigo de Ferraz da Silva publicado na edição impressa de 25 de junho.
Autor: Jornal da Mealhada
