CTT da Pampilhosa reabre com gestão da Foto Nogueira
A abrir a Reunião de Câmara do passado dia 27 de agosto, Sónia Branquinho, vereadora da coligação Juntos pelo Concelho […]
A abrir a Reunião de Câmara do passado dia 27 de agosto, Sónia Branquinho, vereadora da coligação Juntos pelo Concelho da Mealhada trouxe à discussão o encerramento dos CTT da Pampilhosa, algo que já se assume resolvido, uma vez que a empresa Foto Nogueira já está a assegurar a gestão do serviço desde a mesma data da reunião, tal como nos garantiu Rosalina Nogueira, presidente da Junta de Freguesia de Pampilhosa.
Ainda assim, Sónia Branquinho começou por lamentar que a Junta de Freguesia não tivesse prestado apoio, contratando um funcionário para fazer o serviço ou disponibilizando-o no Espaço do Cidadão e sublinha que nem foi convocada uma Assembleia de Freguesia para encontrar uma solução.
Rosalina Nogueira, presidente da Junta de Freguesia da Pampilhosa, contactada pelo Jornal da Mealhada, esclarece que a opção de convocar uma Assembleia de Freguesia não se colocaria, uma vez que se tratou apenas de uma mera transferência de serviço, para além de ser um contrato entre privados. De acordo com a autarca o posto dos CTT fechou no dia 7 de agosto porque a papelaria (Papelaria e Diversos N&G) não quis renovar o contrato que manteve durante meio ano, posto isso os CTT contactaram a Junta de Freguesia para perguntar se queríamos ficar com os serviços, mas sugeri que contactassem os anteriores candidatos, que existiam na mesma altura em que acabou por ser a papelaria a assumir os serviços. A intenção é a de dinamizar o comércio local através deste serviço, até porque a junta não vai substituir ninguém. Atualmente o posto dos CTT já se encontra em funcionamento, porém Rosalina Nogueira garantiu nunca deixarei que os CTT encerrem na Pampilhosa, caso não hajam estabelecimentos comerciais a gerir o serviço.
O encerramento do posto dos CTT na Mealhada tornou-se público nos dias 9 e 10 de agosto, datas nas quais a Junta de Freguesia da Pampilhosa e a Câmara Municipal da Mealhada publicaram a informação na internet. A Junta de Freguesia foi parca nas palavras, mas sublinhou que o Posto dos CTT encerrou, temporariamente (o bold e o sublinhado não é nosso), na Papelaria onde de há meio ano a esta parte estava localizado e declarou que a Administração dos CTT assegurou à Junta de Freguesia que está a envidar todos os esforços para que até ao final do mês de agosto, o Posto dos CTT retome os serviços num outro local próximo. Na página de Facebook do município foi publicado um comunicado, no qual a autarquia se revelou surpreendida com a notícia do encerramento do posto dos CTT, porém lamenta que pelo menos nos últimos cinco anos, os CTT nunca terem contactado o Executivo camarário, nem transmitido qualquer dificuldade ou relatado qualquer problema. O comunicado terminou afirmando que a Câmara não se conforma com a decisão da referida empresa e, por isso, não se resignará com o fecho dos serviços na Pampilhosa, assim sendo, prometeu protestar energicamente junto da Administração dos CTT e do Governo, exigindo a reabertura imediata dos serviços postais na Pampilhosa. Esta foi uma informação que Rui Marqueiro, presidente da Câmara Municipal da Mealhada, reiterou nesta reunião, dizendo que quando eles (Papelaria e Diversos N&G) entregaram o posto dos CTT fiz queixa, através de uma carta, ao presidente do conselho de administração dos CTT e à ANACOM (Autoridade Nacional de Comunicações).
Sónia Branquinho descreve qual a situação dos marcos de correio dizendo que estão pregados numa árvore, algo que refere não ser digno, e defende a situação provisória ou não, não é a mais satisfatória e podia ter sido feito mais. Rosalina Nogueira disse ao Jornal da Mealhada que os marcos de correio já foram retirados das árvores e esclareceu era uma situação provisória, que decorreu de uma mudança de espaço, no qual não estavam reunidas todas as condições de forma imediata.
Recordamos que o posto dos CTT na Pampilhosa tem tido uma gerência rotativa, que começou com a Delegação no concelho da Mealhada da Cruz Vermelha, passou pela Papelaria e Diversos N&G algo que se justifica, de acordo com Rui Marqueiro, com a incapacidade de fazer face às despesas do serviço, o problema prende-se com o dinheiro necessário para assegurar o serviço, que é superior a 200 euros por mês, mas por ser uma empresa privada temos que ser coerentes, não podemos ajudar entidades privadas.
Autor: Jornal da Mealhada
