Curso de Desporto é a grande novidade para 2017/18
O Jornal da Mealhada entrevistou Nuno Castela Canilho, diretor geral da Escola Profissional Vasconcellos Lebre. Fizemos um balanço do ano […]
O Jornal da Mealhada entrevistou Nuno Castela Canilho, diretor geral da Escola Profissional Vasconcellos Lebre. Fizemos um balanço do ano letivo que está a terminar e uma pequena previsão para o ano que se aproxima. A abertura de um Curso de Técnico de Desporto é a grande novidade.
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Jornal da Mealhada (JM) – Qual o balanço para este ano letivo?
Nuno Castela Canilho (NCC) – Foi um ano trabalhoso, mas extraordinário, ao nível dos resultados e das conquistas. Com 280 alunos, em 16 turmas de 9 cursos diferentes trabalhámos na lotação máxima, tanto em número de alunos como de turmas. Ainda não é possível apurar os índices de empregabilidade porque os alunos terminaram o estágio (o período de formação em contexto de trabalho) há poucos dias, e ainda não têm os cursos formalmente concluídos, mas os sinais são positivos. Do ponto de vista do aproveitamento, implementámos algumas estratégias que deram os seus frutos e a verdade é que este ano tivemos resultados excelentes nas defesas públicas das Provas de Aptidão Profissional, com uma média muito alta e um número muito significativo de 19 e 20. Implementámos algumas dinâmicas muito frutíferas, relacionadas com o voluntariado e o trabalho com a comunidade, e conseguimos resultados em concursos nacionais de que muito nos orgulhamos.
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JM – Em relação ao ano passado, o que acha que vai mudar na EPVL?
NCC – Tudo indica que vamos bater o recorde de número de alunos na escola e vamos ter cursos novos que, assim acredito, vão dar uma nova vitalidade à escola e à visibilidade que a escola tem na comunidade. Acho que vai ser um ano com muito mais energia que os anteriores.
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JM – Vai abrir algum curso que não existia anteriormente? Se sim, qual (ou quais)?
NCC – No ano letivo 2017/18 vamos abrir um Curso de Técnico de Desporto, que vai ser uma novidade absoluta. Vamos ter novos cursos de famílias que já tínhamos, mas que são também novidade. Falo dos cursos de Técnico de Informática de Sistemas e de Técnico de Eletrónica, Automação e Computadores. Voltaremos a abrir os cursos de Técnico de Auxiliar de Saúde e de Técnico de Gestão de Equipamentos Informáticos que não abríamos desde 2014.
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JM – Quais as opções que a escola tem para oferecer?
NCC – Para além destas que acabei de referir – Curso de Técnico de Desporto, de Técnico de Informática de Sistemas, de Técnico de Eletrónica, Automação e Computadores, de Técnico de Auxiliar de Saúde e de Técnico de Gestão de Equipamentos Informáticos – teremos, ainda, o Curso de Técnico de Restauração, na variante Cozinha/Pastelaria.
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JM – Acha que a escola vai ao encontro do que os alunos procuram?
NCC – Acreditamos que sim, esforçamo-nos para isso. No entanto, não temos apenas a preocupação de ter cursos atrativos. Conciliamos isso com as necessidades do mercado e com o que são as projeções das empresas em termos de necessidades a curto médio longo prazo. Por outro lado, procuramos envolver-nos em projetos que sejam estimulantes para os nossos alunos e em que eles encontrem uma forma de valorização pessoal e de autorrealização pelo trabalho. Acho que – com um grupo de professores estável e motivado e com um conjunto de colaboradores que é na sua maioria constituído por antigos alunos da escola – estão criadas as condições para a EPVL ser uma escola em que o saber-ser, o saber-estar e o saber-fazer caminham lado a lado, com o foco na felicidade dos nossos jovens.
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JM – Estando numa zona como é a Bairrada, porque não apostar num curso de escanção de vinhos, por exemplo?
NCC – Seria, naturalmente, uma boa ideia. Mas na EPVL regemo-nos por valores (mesmo que a muitos vezes pareçam ultrapassados). Acreditamos que só o exemplo é um meio de educação e instrução. Há pelo menos uma escola nossa vizinha, profissional como nós, num concelho ao lado, que se especializou na área da viticultura e de cursos associados ao mundo vinícola. Do mesmo modo que não apreciamos que outras escolas abram cursos iguais aos nossos, numa lógica de concorrência em vez de ser observada uma lógica de serviço aos jovens, às suas famílias e à comunidade, também não nos parece que o devamos fazer no caso que citou.
Autor: Jornal da Mealhada
