Denúncias sobre o Palace do Bussaco fazem parte da ordem do dia da Assembleia Municipal
O tema denúncias ao Palace do Bussaco ressurgiu na última Assembleia Municipal, que decorreu no passado dia 28 de setembro, […]
O tema denúncias ao Palace do Bussaco ressurgiu na última Assembleia Municipal, que decorreu no passado dia 28 de setembro, na Escola Profissional Vasconcellos Lebre (EPVL). Foi um munícipe e ex-funcionário do Hotel Palace do Bussaco que quis ver esclarecida a motivação da denúncia feita e que colocou em risco de fecho a referida unidade hoteleira.
No tempo que antecedia a ordem do dia, Raúl Simões de Aguiar, ex-funcionário do hotel, tomou a palavra e questionou Rui Marqueiro, presidente da Câmara Municipal da Mealhada, sobre o que o motivou a pôr em perigo o posto de trabalho de 40 pessoas, mostrando-se bastante satisfeito pelo despacho que decretava o encerramento não ter ido avante.
Rui Marqueiro voltou a afirmar, à semelhança do que aconteceu na Reunião de Câmara de dia 24 de setembro, eu não fiz nenhuma denúncia, recebi denúncias do estado inqualificável do Palace. Conforme referiu o autarca, Mourato Nunes, presidente da ANPC (Autoridade Nacional de Proteção Civil) decretou que se a inoperacionalidade da central de segurança contra incêndios não fosse corrigida que o hotel iria fechar.
As intervenções foram feitas e o hotel mantem-se aberto ao público, sem que tivesse tido influência na prestação de serviços da unidade hoteleira, tal como nos garantiu Alexandre de Almeida, administrador do grupo hoteleiro.
Alexandre de Almeida, contactado pelo Jornal da Mealhada, começou por referir que a dia 17 de julho de 2018, sem aviso prévio, o Palace Hotel do Buçaco foi alvo de uma visita multidisciplinar, a pedido da Câmara Municipal da Mealhada e garante nós já havíamos detetado a avaria na central de incêndios e encomendado as peças de substituição previamente porque fazemos tudo o que é necessário para garantir a segurança dos nossos clientes. Na linha do que foi dito por Alexandre de Almeida, Mara Ameijo, colaboradora do hotel que acompanhou todo o processo, afirmou que já tinha sido feito um pedido de orçamento para reparação da avaria na central de segurança contra incêndios antes da primeira vistoria, por isso, na segunda visita de fiscalização a situação já tinha sido resolvida, referiu.
Além da inoperacionalidade da central de segurança contra incêndios, Rui Marqueiro disse, na Assembleia Municipal, que a ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica) foi convidada pelo Turismo de Portugal para fazer uma fiscalização ao Palace e o que aconteceu foi o encerramento da copa e da cozinha. Confrontado com estas declarações, Alexandre de Almeida esclareceu o hotel teve a cozinha encerrada por um dia, por ordem da ASAE, mas para obras de melhoramento das condições do espaço. Mara Ameijo, a propósito das intervenções feitas na cozinha, esclareceu que é uma zona de muitos vapores, onde estão fogões, fornos, máquinas de lavar a loiça e que ajudam à formação de bolhas de humidade no teto. Encerramos o espaço, por um dia, para que fossem feitas intervenções, no sentido de tirar as bolhas e reparar os tetos.
Rui Marqueiro continuou a resposta ao munícipe e ex-funcionário do Palace do Bussaco, dizendo tenho consideração pelo Alexandre de Almeida, mas não se admite o estado em que está o hotel.
Quanto às questões relativas à manutenção do espaço, Alexandre de Almeida afirma ter feito investimentos na ordem dos 2,5 milhões de euros, mas, para já, aguarda novo concurso de exploração do hotel. Desde o momento que temos um título de concessão precário, firmado em 11 de abril de 2006, com a Direção Geral de Turismo, conhecemos as nossas limitações a nível de intervenções. Os últimos enchimentos físicos foram feitos no âmbito do contrato celebrado em 1986. Em 2006, o Estado Português decidiu unilateralmente os termos do contrato que tem vigorado: mantém-se a gestão como no contrato de 1986, sem obras de requalificação, refere Alexandre de Almeida, que conclui as entidades públicas sabem perfeitamente da responsabilidade das partes.
Pesem embora estas questões que levaram às fiscalizações da CDOS de Aveiro e da ASAE, Alexandre de Almeida enaltece o Palace Hotel do Bussaco que, em 2017, foi nomeado para o prémio Classic Luxury Hotel of the Year no âmbito dos European Awards 2017 do Luxury Travel Guide e garante, continuamos a receber muitos clientes. Alexandre de Almeida conclui dizendo que somos os primeiros a querer o hotel melhorado. O Palace como ele está foi criado pelo meu avô e temos como objetivo mantê-lo como o principal hotel do nosso grupo (), independentemente do adiamento de decisões pelo Estado Português, que se lamenta, mas que não se consegue evitar.
Autor: Jornal da Mealhada
