DITO E ESCRITO!
Quanto ao Governo de António Costa parece estar para durar. Demérito de uma oposição fragmentada que, desde o início, não […]
Quanto ao Governo de António Costa parece estar para durar. Demérito de uma oposição fragmentada que, desde o início, não captou a essência da geringonça. Uma oposição que desvalorizou a estratégia costista e não se soube assumir como alternativa credível.
Camões, referindo-se a Dom Fernando, afirmou que um fraco rei faz fraca a forte gente. No tempo presente, uma fraca oposição serve para tornar forte um fraco líder. Mesmo que os fogos consumam o país. Para Costa, basta recuperar a frase célebre de Pinheiro de Azevedo: é só fumaça!
José Pinto OBSERVADOR
O ex-Presidente fala ainda da atitude impositiva, inflexível e por vezes arrogante da troika e achava que o ex-ministro das Finanças Vítor Gaspar esquecia os seus deveres de ministro da República: O seu compromisso era com o país, não para com a troika. O que os portugueses esperavam era que ele enfrentasse a troika e a convencesse a recuar. E não me parecia que fosse impossível convencer os nossos parceiros europeus do absurdo da posição irredutível da troika.
Foi pena que Cavaco Silva não tivesse dito alto o que pensava na altura, tendo ficado para a História agora recontada como um grande apoiante do Governo de Passos Coelho. Aliás, o próprio Passos Coelho esteve quarta-feira na apresentação do livro do Presidente que lhe reconhece a teimosia mas também os bons esforços na condução do país. É extraordinário que, ao fim de tantas décadas de político profissional, Cavaco Silva ainda consiga surpreender alguém.
Ana Sá Lopes PÚBLICO
Esperava-se que o MAI tivesse para com aqueles que tutela e defende um bocadinho só da condescendência com que a Esquerda repete argumentos sociológicos desculpabilizantes a favor dos piores bandidos. Mas como o ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes fizera com as Forças Armadas a propósito do Colégio Militar, Eduardo Cabrita também não resistiu à tentativa de aproveitamento eleitoral, à custa daqueles que deveria saber representar. Tudo se sacrifica à ambição eleitoral do PS.
Justificam-se repreensões? Porventura. Mas estas, dão-se com recato, preservando as instituições, e já agora, depois de culpas confirmadas em processos que não podem presumir menor inocência para os polícias do que a concedida ao resto dos cidadãos.
Nuno Melo JORNAL DE NOTÍCIAS
“Fake news”, em inglês. “Fake” tanto quer dizer falsas como falsificadas – o que é algo mais correto, mas não chega. Também não há notícias falsificadas. Ou há notícias ou falsificações. Se começássemos por aqui, a falar claro, talvez fosse mais fácil encarar o fenómeno de frente e não de cernelha. E combatê-lo. Ou, pelo menos, evitar a suavização de algo tão perigoso – porque ataca o discernimento para escolher que é a base da democracia.
Mentiras há desde que Eva chamou maçã ao que não o era, mas as chamadas “fake news” começaram na campanha de Barack Obama, quando circularam nas redes sociais rumores de que ele não tinha nascido nos EUA. Essa tramoia foi agarrada e aperfeiçoada por Trump. Depois das eleições, ele virou o bico ao prego e lançou a culpa contra os jornais que o escrutinavam.
Catarina Carvalho DIÁRIO DE NOTÍCIAS
Autor: Jornal da Mealhada
