e agora, Mundo?
A longuíssima noite de dia 13 em Paris veio reavivar o medo e a intranquilidade que a Europa não conseguiu […]
A longuíssima noite de dia 13 em Paris veio reavivar o medo e a intranquilidade que a Europa não conseguiu mais disfarçar desde então, com vários episódios entretanto surgidos que vieram alimentar o que se pede há muito, que é uma intervenção concertada e incisiva que liquide de vez o Estado Islâmico e todas as suas formas de manifestação. A este propósito, pergunto-me se organizações como a ONU e a NATO estarão à altura dos desafios colectivos que presidiram à sua fundação, e que assentam sobretudo numa cooperação eficiente entre países que garanta uma coexistência pacífica entre todos e o respeito pelos mais elementares direitos humanos. Ora, o problema é que isto não acontece, como aliás está bom de ver pelas inúmeras situações em que a violação desses direitos é claramente explícita e essa defesa não se verifica. O valor da vida humana é precisamente o mesmo em França, no Líbano ou no México, mas as ocorrências de dia 13 tiveram um grau de mediatização incomparavelmente diferente, além de terem sido aqui ao lado, o que justifica completamente o aumento dos nossos próprios receios. Não podemos é com isso esquecer que em África, no Médio Oriente e na América do Sul também vivem seres humanos tão ou mais aterrorizados do que nós, pelo que se impõe a actuação imediata de uma aliança militar internacional que consiga, de facto, garantir a paz mundial e assegurar o bom cumprimento da Carta Internacional dos Direitos Humanos. Custe o que custar.
xa0
Artigo de Mauro José Tomaz na edição impressa de 25 de novembro.
Autor: Jornal da Mealhada
