ELEIÇÕES EUROPEIAS EM ANÁLISE
Politicamente burro, o povo e, sobretudo, o crente, filiado ou não nos demais Partidos, comporta-se como os adepto do clube […]
Politicamente burro, o povo e, sobretudo, o crente, filiado ou não nos demais Partidos, comporta-se como os adepto do clube de futebol: quer o plantel jogue bem ou jogue mal, desiludindo-o ou não, cumprindo ou falhando os supremos objetivos e promessas da temporada, quer o tenha de insultar, apupar ou assobiar quando o jogo não corre favorável, o clube está-lhe entranhado na alma e é nele que se revê e fixa as suas esperanças, perdoando-lhe todas as faltas e deslizes. Há, pois, sempre quem aposte nos mesmos clubes, nos mesmos cavalos, mesmo quando estes passam o tempo a dar coices, a manquejar, a não cumprir as tarefas que deles se esperam. A memória do povo é curta, dizem os politólogos, e por isso há sempre quem acredite.
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Artigo de João Frada, publicado na edição impressa de 12 de junho.
Autor: Jornal da Mealhada
