Segunda-feira, 25 de Abril de 2016

Eles comem tudo e não deixam nada, recorda utente da Rede Social da Mealhada

Eles comem tudo e não deixam nada, recorda utente da Rede Social da Mealhada

Região

Eles comem tudo e não deixam nada, recorda utente da Rede Social da Mealhada

(COM GALERIA DE FOTOGRAFIAS) As celebrações do 25 de Abril começaram, como habitualmente, com a salva de morteiros à meia […]

(COM GALERIA DE FOTOGRAFIAS)

As celebrações do 25 de Abril começaram, como habitualmente, com a salva de morteiros à meia noite do dia 24 de abril. Na manhã da passada segunda-feira, o edifício dos Paços do Município recebeu entidades e população para o hastear da bandeira e homenagem aos mortos em combate e para a sessão solene da Assembleia Municipal comemorativa dos quarenta e dois anos da Revolução dos Cravos. Houve ainda Guarda de Honra pelos Bombeiros da Mealhada e da Pampilhosa, o toque do Hino Nacional pela Filarmónica Pampilhosense e a largada de pombos pelo Grupo Columbófilo da Mealhada.

Este ano, sob o tema Lembrar Abril, as comemorações contaram com a participação de utentes da Rede Social do Concelho da Mealhada. Dos mais novos aos mais idosos, os utentes disseram, num vídeo produzido para este dia, o que significa ou significou para eles esta data. No edifício da autarquia esteve ainda patente ao público uma mostra de trabalhos feitos pelas crianças das Instituições Particulares de Solidariedade Social que integram a Rede Social.

Também como novidade e com músicas ligadas à data (como Grândola, Vila Morena, de Zeca Afonso), decorreu um pequeno espetáculo, junto ao Salão Nobre dos Paços do Município, promovido pelos alunos e professor da Escola de Música da Mealhada.

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Discursos curtos, mas marcantes

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Foram discursos curtos, mas marcantes. Foi assim que Rui Marqueiro, presidente da Câmara Municipal da Mealhada, definiu as intervenções dos representantes concelhios dos partidos na Assembleia Municipal da Mealhada, comemorativa dos quarenta e dois anos do 25 de Abril e que decorreu na manhã da passada segunda-feira.

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O 25 de Abril não é só feriado e um dia em que não se trabalha

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Marlene Lopes, da coligação Juntos pelo Concelho da Mealhada, defendeu que esta data seja estudada nas escolas, com maior rigor, exaustão e que os livros tenham relatos de intervenientes dessa altura. Os jovens e as crianças têm que saber a verdadeira importância do 25 de Abril, sem ser apenas aquele dia em que é feriado e não se trabalha ou não se vai à escola. É preciso não ouvir mais respostas de que Liberdade é poder vestir a roupa que quero e poder estar com quem quero, declarou a vereadora na Câmara da Mealhada e professora de profissão, que ainda lamentou: A escola está a falhar neste aspecto. Tem que se explorar convenientemente esta data.

Um discurso que o presidente da Câmara aplaudiu, enfatizando: Vamos lançar mãos à obra, ignorando o Ministério. Fui educado de uma maneira autoritária e ainda hoje enquanto me dirigia para aqui pensava que a maioria das pessoas não fazem ideia do que isso é, acrescentou o autarca, que ainda lamentou: Também acho que não temos feito o que deveria ser feito em relação à Escola.

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Marqueiro desafia desagregação das freguesias

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Mas o edil garante que o executivo que lidera tem procurado afirmar Abril. Temos travado lutas contra pessoas que têm provocado mau estar social, sem cumprirem os interesses coletivos e indo contra a lei, disse Rui Marqueiro, não esquecendo a luta contra a agregação de freguesias. Da mesma forma que nos unimos nessa altura, peço-vos para voltarmos a estar juntos e enfatizarmos a ideia de que queremos a desagregação das freguesias, desafiou o presidente da Câmara da Mealhada.

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Daniela Esteves, presidente da Assembleia Municipal da Mealhada, centrou o seu discurso naquela que chama de filha do 25 de Abril: a Constituição que comemora quarenta anos.

Poucos sabem o que é a Constituição, os direitos e deveres que a possuem, que foi elaborada por duzentos e cinquenta deputados de treze comissões especializadas e que todos os partidos votaram a favor menos o CDS, elucidou Daniela Esteves, que garantiu: Em quarenta anos fizemos sete revisões, mas o texto fundamental continua lá e tem funcionado bem.

A presidente da Assembleia Municipal da Mealhada apelou ainda para que quando o 25 de Abril for enfatizado nas escolas, junto das crianças e dos jovens, não se esqueça a Constituição e de se explicar o que é e para que serve.

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Os autarcas locais estão cá sempre pelas Pessoas

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João Duarte, presidente da Junta de Freguesia de Barcouço, foi o representante da bancada concelhia do Partido Socialista. Foi há quarenta e dois anos que se devolveu ao povo português a dignidade de poder escolher a sua liberdade. Portugal escolheu a Democracia com a coragem dos militares do 25 de Abril e assim, em 1974, juntou-se aos países livres, declarou o autarca, que centrou o discurso na importância da política local.

O poder local representado pelas Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia foram a grande conquista do 25 de abril e continuam a ser estes órgãos que estão no dia a dia das populações, afirmou João Duarte, que enfatizou: Os autarcas locais estão cá sempre pelas Pessoas, pela Democracia, por Portugal e pela Liberdade.

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Existe hoje uma Ditadura, a do dinheiro, do rating, dos media

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A Comissão Politica da CDU esteve representada por Isabel Lemos, que garantiu: Continuaremos a lutar, porque as promessas e esperança do 25 de Abril de 1974 não estão concluídas. Para a deputada existe hoje uma Ditadura, a do dinheiro, do rating, dos media, Hoje temos medo de tudo, até da Comissão Europeia e todas as suas exigências.

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Câmara da Mealhada e Jornal da Mealhada

Autor: Jornal da Mealhada

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