Empresários pedem “apoios a fundo perdido” para enfrentar consequências do mau tempo
Reunião de balanço dos impactos da depressão Kristin nas empresas da região centro
As associações empresariais das regiões afetadas pelo mau tempo consideram que as medidas avançadas pelo Governo para ajudar na recuperação das empresas atingidas pela depressão Kristin são positivas, mas alertam para a falta de apoios a fundo perdido.
Responsáveis da AIP – Associação Industrial Portuguesa, NERLEI – Associação Empresarial da Região de Leiria, NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém e Associação Empresarial da Região de Coimbra (NERC) estiveram reunidos esta manhã para realizar um balanço dos impactos que a depressão Kristin teve nas empresas destes territórios e avaliar as medidas avançadas pelo Governo.
O presidente da NERC, Horácio Pina Prata, observou que apesar de as medidas serem positivas, é importante olhar também para os setores económicos associados aos ciclos de produção e de escoamentos de produtos, que “têm uma afetação de lucros cessantes futuros extremamente complicados”.
“Quando uma produção cai este ano, tem efeitos devastadores e não pode ser, para o setor agrícola, só 10 mil euros de apoio: tem que haver outros apoios. Por outro lado, as empresas que podem perder com isso os fornecimentos podem ficar em situações complicadas, portanto, é preciso acautelar não só medidas que são positivas, mas é importante termos outras medidas que acautelem as situações futuras”, salientou.
Nove pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois três óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Autor: Lusa
