Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2025 às 16:55

Nuno Alegre lançou o quinto livro

Nuno Alegre lançou o quinto livro

Região

Exposição “Reflexos do Bussaco” e livro “Bussaco 1810”, de Nuno Alegre, apresentados no Convento de Santa Cruz

O Convento de Santa Cruz do Bussaco recebeu dois momentos culturais distintos no passado dia 13 de dezembro.

O Convento de Santa Cruz do Bussaco recebeu dois momentos culturais distintos no passado dia 13 de dezembro: a inauguração da exposição “Reflexos do Bussaco” e a apresentação do livro “Bussaco 1810”, da autoria de Nuno Alegre.
A exposição reúne mais de 400 documentos históricos, alguns dos quais centrados na construção da memória da Mata do Bussaco pelas instituições e pela comunidade local. Na inauguração, o presidente da Fundação Mata do Bussaco, Guilherme Duarte, sublinhou que “a Mata do Bussaco é muito mais do que uma mata”, destacando que neste espaço se cruzam “a evolução da natureza, o trabalho do homem, a arte, a fé e a arquitetura”.
Guilherme Duarte recordou ainda que a Mata do Bussaco é o local mais visitado da Região Centro, recebendo anualmente visitantes de mais de 100 nacionalidades. As obras previstas para o Palace Hotel do Bussaco, no âmbito do programa Revive, deverão contribuir para o aumento do número de visitantes. O responsável reforçou também que a Mata continua a reunir condições para ser classificada como Património Mundial da UNESCO.
Presente no evento, o presidente do Turismo do Centro de Portugal, Rui Ventura, destacou o Bussaco como “um dos lugares mais emblemáticos de Portugal”, sublinhando a conjugação única entre natureza e história. Classificou-o como uma referência no turismo de natureza, de bem-estar e de contemplação, assumindo igualmente um papel de ligação entre vários territórios, da Mealhada a Coimbra, do Dão à Bairrada.
Rui Ventura salientou ainda que a Mata do Bussaco é um “motor de valorização económica”, tanto ao nível das estadias como na atração de novos públicos, agradecendo a Nuno Alegre pela iniciativa de lançar mais um livro sobre aquele espaço emblemático.
Seguiu-se a apresentação do livro “Bussaco 1810”, que contou com a presença do autor, Nuno Alegre, de Nuno Canilho, responsável pelo prefácio, e de Pedro Carvalho, amigo do autor.
Embora a história do Bussaco tenha sido amplamente estudada do ponto de vista académico, Nuno Canilho explicou que o livro não se centra na Batalha do Bussaco em si, mas sim nas diferenças entre a história escrita pelos historiadores e aquela que permanece na memória e sensibilidade popular. O autor do prefácio sublinhou que a obra convida à reflexão sobre o impacto da invasão francesa e das ideias da Revolução Francesa, identificando três grandes inimigos a combater: “a tirania, o fanatismo e a ignorância”.
Uma das principais questões abordadas no livro prende-se com o destino dos cerca de 2.300 mortos resultantes dos confrontos ocorridos a 27 de setembro de 1810 e nos dias seguintes. O autor questiona onde estarão enterrados estes soldados, muitos dos quais terão sido sepultados em valas comuns, sem identificação.
Para Nuno Canilho, a localização e identificação dessas valas é “imperativa”, não só para valorizar esses locais, mas também para permitir que os descendentes saibam onde estão sepultados os seus familiares. O livro dá início a essa investigação, recorrendo a relatos históricos, testemunhos de militares e de carmelitas, assentes na lógica e na análise crítica.
O autor do livro salienta que este é um livro “virado para o turismo, e está escrito de forma simples” e acessível, a obra é apresentada em duas línguas — português e inglês — e pretende contribuir para uma nova leitura da história do Bussaco, aproximando-a da comunidade e preservando a memória dos que ali perderam a vida.

ExposiçãoLivro

Autor: Jornal da Mealhada

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