Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2026 às 18:54

“Fecharam a rua e depois cancelaram o Carnaval.” Sem clientes, empresários falam em grandes prejuízos este domingo

“Fecharam a rua e depois cancelaram o Carnaval.” Sem clientes, empresários falam em grandes prejuízos este domingo

"Fecharam a rua e depois cancelaram o Carnaval." Sem clientes, empresários falam em grandes prejuízos este domingo

"Fecharam a rua e depois cancelaram o Carnaval." Sem clientes, empresários falam em grandes prejuízos este domingo

"Fecharam a rua e depois cancelaram o Carnaval." Sem clientes, empresários falam em grandes prejuízos este domingo

"Fecharam a rua e depois cancelaram o Carnaval." Sem clientes, empresários falam em grandes prejuízos este domingo

“Fecharam a rua e depois cancelaram o Carnaval.” Sem clientes, empresários falam em grandes prejuízos este domingo

Região

“Fecharam a rua e depois cancelaram o Carnaval.” Sem clientes, empresários falam em grandes prejuízos este domingo

Empresários da restauração queixam-se de falta de clientes por causa do fecho das ruas para o desfile de Carnaval de domingo, que veio a ser cancelado

No domingo, 15 de fevereiro, antes do anúncio do cancelamento do desfile de carnaval, a proprietária do restaurante e pizzaria La Toscana, Laurinda Silva disse ao Jornal da Mealhada que o dia não estava a ser favorável para os estabelecimentos da rua Doutor Costa Simões por causa da restrição de acesso do público, implementada “desde as 10h00 da manhã”.

“Tanto eu como a dona Fernanda, da Pastelaria Aquário, estamos aqui há bastantes anos, antigamente era ponto de referência de passagem, porque não fechavam ali a rua. Agora, depois que fecharam esta rua, aqui na rua do Anão, não temos clientes nenhuns” – queixava-se Laurinda Silva ao JM.

A proprietária explicou os constrangimentos: “fizemos um investimento, viemos para cá trabalhar em respeito ao município e à associação  para que não digam que não há de onde comer e afinal não há clientes. Falei a pessoal de fora, encomendei bastantes coisas e vou ficar aqui com tudo, porque afinal não apareceu praticamente ninguém. E na minha situação estão os outros comerciantes, porque não se vê absolutamente ninguém na rua.”

Laurinda Silva apontou na altura que “o tempo não está a ajudar muito, mas de qualquer das formas, estando a rua fechada, é muito pior, não há ninguém.” A proprietária do Restaurante e Pizzaria La Toscana refere  ainda que a rua está fechada “talvez desde as 10 horas e tal.”

Em relação ao ponto de venda de bilhetes colocado perto do seu restaurante, Laurinda Silva expressou: “puseram aqui este monumento na entrada da porta há uma semana a tapar o restaurante, quem vier de baixo não vê o restaurante, afinal, não está ali a fazer nada, só está ali mesmo a enfeitar e a bloquear uma entrada, mais nada. É uma tremenda falta de respeito por quem está há tantos anos com uma porta aberta. O ano passado, reclamei à Câmara Municipal, responderam que iam melhorar, fiz uma reclamação à Associação de Carnaval, nem resposta obtive. E afinal, este ano continua na mesma.”

Após o anúncio da ACB sobre o cancelamento do desfile, a proprietária do restaurante voltou a reafirmar o seu descontentamento. “Estou desiludida, e frustrada com a relação da associação perante as pessoas da terra que pagam impostos o ano inteiro. Acho que foi uma desilusão tremenda. Fecharam a rua e depois cancelaram o Carnaval.”

Vítor Pereira, também proprietário do restaurante e pizzaria La Toscana, realçou que “o problema que está no meio disto tudo é que, ao fecharem as ruas, não olham para os nossos estabelecimentos, que estamos o ano inteiro, supostamente à espera destes dias, porque é mais alguma coisa que se vai ganhar, além do trabalho do dia a dia. Ao fecharem a rua, deixou de passar aqui a afluência normal, quando afinal não havia bilheteiras nem na Viela do Anão, nem na Rua Doutor Costa Simões.” Acrescenta que “as pessoas, mesmo que tirassem bilhete, teriam que ir à Quinta da Nora e voltar para a Rua Amarela antiga.”

O proprietário do Restaurante relembra “o tempo antigo” e realça que “Fernando Saldanha faz muita falta. Era muito raro haver cancelamento de Carnaval e o Fernando Saldanha esteve vários anos na Associação do Carnaval e respeitava todas as pessoas que eram comerciantes.” Laurinda Silva também destaca que “já vi tantos carnavais à chuva. Portanto, não justifica terem cancelado.”

Em relação às reclamações que a proprietária do restaurante e pizzaria La Toscana fez sobre a falta de pessoas na rua Doutor Costa Simões, o presidente da Associação do Carnaval da Bairrada (ACB), Márcio Freixo, afirmou que “sei que houve algumas reclamações, mas também cancelámos o desfile, o que também desmobilizou as pessoas. As pessoas também não estavam a aderir em massa, mas há várias alternativas para que possam chegar a essa rua.”

Márcio Freixo aponta que, “contudo, o que fica, o que é mais triste, certo, é esse constrangimento causado aos comerciantes e à restauração dessa rua. Mas também não nos podemos esquecer que acabámos de cancelar o desfile de Carnaval e que as pessoas se desmobilizaram. Infelizmente, não estávamos a ter muita adesão”, explicou, justificando com as más condições atmosféricas.

O presidente da ACB expressou que “em relação a essa zona e à rua em questão, iremos ter essa preocupação para o desfile de terça-feira. Portanto, os comerciantes e os moradores dessa rua estejam descansados: iremos rever a situação e esse plano.”

O desfile de domingo, 15 de fevereiro foi cancelado minutos antes de começar, devido à “previsão de chuva para as 17h00”, viria mais tarde a ACB a justificar em comunicado.  Apesar do cancelamento, o rei do Carnaval 2026, o apresentador João Baião, continuou a fazer diretos para o seu canal, dando conta do cancelamento cerca de uma hora depois. O Carnaval da Mealhada esteve em destaque no programa Domingão da SIC, juntamente com outras localidades. 

O desfile noturno de segunda feira foi também cancelado, já na tarde do mesmo dia e pelos mesmos motivos. O Jornal da Mealhada não recebeu oficialmente da ACB nenhuma informação acerca deste cancelamento, apesar das tentativas de contacto. Fonte da Câmara Municipal viria a confirmar o desfecho ao nosso jornal.

Em publicação nas redes sociais a que chamaram “Comunicado”, antes do desfile de terça-feira – que se realizou – a Associação do Carnaval da Bairrada escreveu:

A ACB – Associação do Carnaval da Bairrada, vem por este meio comunicar que o Desfile do dia 15 à tarde e o desfile noturno do dia 16 de fevereiro foram cancelados devido às condições climatéricas adversas.
O desfile do dia 15 de fevereiro, foi cancelado em cima da hora, tendo em conta que, a essa hora, recebemos a informação de grande probabilidade de aguaceiros por volta das 17 horas, o que se veio a verificar.
Para além do prejuízo que provocaria, tivemos também de salvaguardar a saúde e integridade física de todos os foliões.
Lamentamos o facto de a comunicação não ter sido a mais adequada.
Foi uma decisão difícil de tomar, uma vez que naquele momento, não estava a chover e o desfile estava pronto para se iniciar.
O Recinto estava pronto, havias pessoas a entrar, duas das bancadas estavam [praticamente] esgotadas, todas as escolas de samba, sem exceção, estavam prontas para sair.
O desfile noturno do dia 16 de fevereiro, foi cancelado, ao início da tarde, após reunião com todas as entidades envolvidas e respetivas escolas, tendo a comunicação ter sido mais eficiente. […]

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Autor: Daniela Pinto

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