Sexta-feira, 21 de Março de 2025

Figueira dos Amores conquista segundo lugar no concurso europeu “Tree of the Year 2025”

Figueira dos Amores conquista segundo lugar no concurso europeu “Tree of the Year 2025”

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Figueira dos Amores conquista segundo lugar no concurso europeu “Tree of the Year 2025”

A Figueira dos Amores, árvore centenária localizada nos Jardins da Quinta das Lágrimas, em Coimbra, alcançou o segundo lugar no […]

A Figueira dos Amores, árvore centenária localizada nos Jardins da Quinta das Lágrimas, em Coimbra, alcançou o segundo lugar no concurso europeu “Tree of the Year 2025”. A árvore portuguesa obteve 43.427 votos, destacando-se entre as 15 finalistas pela sua imponência, valor histórico e ligação à lenda de D. Pedro e Inês de Castro.
Criado em 2011, o concurso “Tree of the Year” pretende valorizar árvores com histórias marcantes, promovendo a preservação do património natural. A edição de 2025 contou com a participação de árvores emblemáticas de diversos países, com a votação a decorrer online entre 3 e 24 de fevereiro.
Uma árvore com história
A Figueira dos Amores, também conhecida como The Lovers’ Banyan Tree, pertence à espécie Ficus macrophylla, originária da Austrália. Foi plantada no século XIX por um aristocrata apaixonado por botânica, que a trouxe para Coimbra através de uma troca de sementes com o Jardim Botânico de Sydney. Crescendo junto à Fonte dos Amores, associada à história trágica de D. Pedro e Inês de Castro, a árvore tornou-se um símbolo de resistência e beleza, com mais de 150 anos de existência.
No pódio do concurso, o primeiro lugar foi atribuído à árvore ‘Heart of the Dalkowskie Hills’, da Polónia, com 147.553 votos, enquanto o terceiro lugar foi ocupado pelo ‘Pino de Juan Molinera’, de Espanha, com 36.873 votos.
Reconhecimento e valorização do património natural
Para Assunção Júdice, presidente da Fundação Inês de Castro, entidade responsável pela gestão dos Jardins da Quinta das Lágrimas, este reconhecimento sublinha a relevância da árvore no contexto histórico e ambiental: “Este segundo lugar é um feito notável e uma homenagem ao valor histórico e natural da Figueira dos Amores. Esta árvore centenária, enraizada na memória de Coimbra e na história de Portugal, continuará a emocionar e a inspirar todos os que a visitam. Que esta distinção reforce a importância de preservar o nosso património arbóreo e de garantir que estas árvores singulares continuem a ser apreciadas pelas gerações futuras.”
A Figueira dos Amores foi eleita através de um concurso nacional organizado pela União da Floresta Mediterrânica (UNAC), onde foi a mais votada, com 2.713 votos. A nível nacional, a Oliveira do Mouchão (Mouriscas, Abrantes) ficou em segundo lugar, com 2.470 votos, seguida pelo Sobreiro Centenário (Abela, Setúbal), com 2.342 votos.
A seleção das árvores finalistas contou com um painel de jurados composto por António Bagão Félix (economista), Rui Queirós (ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas), Francisco Teotónio Pereira (produtor do programa “Faça Chuva ou Faça Sol”) e João Maria Salgado de Goes (diretor da UNAC).

Foto: Hugo Pinheiro

Autor: Jornal da Mealhada

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