Fundação Bussaco na comissão de honra em congresso internacional em Fátima
Um grupo de representantes da Ordem dos Carmelitas Descalços e de conferencistas visitou, no passado mês de setembro, a Mata […]
Um grupo de representantes da Ordem dos Carmelitas Descalços e de conferencistas visitou, no passado mês de setembro, a Mata Nacional do Bussaco, no âmbito do programa das comemorações do Quinto Centenário do Nascimento de Santa Teresa de Jesus. O presidente da Câmara Municipal da Mealhada, Rui Marqueiro, e o presidente da Fundação Mata do Bussaco (FMB), António Gravato, deram as boas-vindas ao grupo de visitantes. Conhecer o património deixado pelos Carmelitas Descalços no Deserto do Bussaco foi o principal objetivo da visita, que incluiu, para além de uma visita ao Convento de Santa Cruz, a plantação simbólica de uma árvore na Mata Nacional.
Rui Marqueiro e António Gravato foram os anfitriões da visita do grupo, que foi recebido na sede da Fundação. Sejam bem-vindos, é uma honra ter-vos aqui, começou por dizer o presidente da FMB. Agradeço a vossa presença, bem como a disponibilidade do senhor presidente da Câmara para estar aqui presente. Espero, sinceramente, que se sintam em casa e que gostem do que vão ver, referiu o dirigente, para logo depois concluir a sua intervenção com um desejo: Seria muito interessante transpor para este local a reflexão e espiritualidade tão típica da vossa ordem, mas, no entanto, para isso é necessário devolver toda a dignidade que este espaço merece.
Também o representante do grupo, o padre provincial Joaquim Teixeira, se mostrou muito agradado com a visita, considerando que a ocasião é uma oportunidade para um estreitar de relações, num diálogo que poderá ser um princípio de uma colaboração entre as duas instituições. Estas são portas que se estão a abrir, resta agora saber o que ambas as partes podem dar, concluiu o sacerdote.
Após o visionamento de um vídeo promocional sobre a história da Mata Nacional do Bussaco, a comitiva visitante composta por elementos da ordem religiosa dos Carmelitas Descalços e por alguns historiadores, num total de dezoito pessoas, seguiu para o Convento Carmelita, onde foi feita uma visita guiada e comentada sobre aquele espaço. O passeio terminou com um almoço na Sala dos Brasões, no Palace Hotel, não sem antes ser plantado um Cedro do Bussaco, árvore intrinsecamente ligada à herança deixada pelos Carmelitas no Bussaco, lê-se no comunicado de imprensa da FMB.
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Fundação Bussaco representada em congresso internacional em Fátima
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O passeio inseriu-se no programa das Comemorações do Quinto Centenário do Nascimento de Santa Teresa de Jesus (1515-2015), data que é assinalada com a realização de um congresso internacional com o tema: História da Ordem dos Carmelitas Descalços em Portugal, na Domus Carmeli em Fátima, até hoje, 22 de outubro, e ao qual a Fundação se associa com o seu presidente, António Gravato, a fazer parte integrante da comissão de honra do evento.
O congresso vai ter a participação de vários historiadores conceituados, com trabalhos reconhecidos sobre o tema em análise, mais de duas dezenas de comunicações previamente selecionadas por uma comissão científica. De referir que um funcionário do departamento do Património Edificado Paisagístico e Cultura da FMB, Filipe Teixeira, vai estar presente no evento com uma comunicação intitulada: O Deserto do Bussaco, Paisagem do Sagrado a Herança dos Carmelitas Descalços.
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O que é a Ordem dos Carmelitas Descalços?
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A Ordem dos Carmelitas Descalços foi fundada conjuntamente por Santa Teresa de Jesus e João da Cruz, chegando a Portugal em 1581. É no seguimento da autonomização da província portuguesa dos Carmelitas Descalços que surge, por imposição das constituições da ordem, a necessidade de instituição de um Deserto – local de retiro que facilitava a estes religiosos a vivência espiritual em comunidade e, também, em eremitérios. Em 1628 é constituído o Deserto dos Carmelitas Descalços do Bussaco onde, durante mais de dois séculos, estes frades permaneceram em regime de clausura. Aqui edificaram um vasto património que inclui capelas e ermidas, fontes, o convento e uma via-sacra única no mundo, contribuindo, também, de forma bastante significativa, para a criação da majestosa floresta do Bussaco que hoje podemos contemplar, lê-se num comunicado de imprensa da Fundação.
Autor: Jornal da Mealhada
