Quarta-feira, 08 de Agosto de 2018

Idoso residente na Várzea sem água canalizada pede ligação de ramal

Idoso residente na Várzea sem água canalizada pede ligação de ramal

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Idoso residente na Várzea sem água canalizada pede ligação de ramal

Na Reunião de Câmara de dia 6 de agosto, Eugénia Santos, acompanhada do irmão, veio pedir a ligação de um […]

Na Reunião de Câmara de dia 6 de agosto, Eugénia Santos, acompanhada do irmão, veio pedir a ligação de um ramal de água à residência do pai, de 86 anos, localizada na Várzea.

Em Reunião de Câmara os filhos do munícipe começaram por referir que o pai não pode ir buscar água a lado nenhum, por isso pede a ligação do ramal de água. Rui Marqueiro, presidente da Câmara Municipal da Mealhada, apresentou duas hipóteses, uma ligação poderia vir de Antes () mas os serviços gastariam 6000€ com essa intervenção. Na segunda hipótese, a conduta está a cerca de 200 metros da residência, e para esta hipótese ainda não tenho informação de valores. É preciso fazer um rasgo na via, mas os terrenos são lamacentos e de muito má qualidade.

Confrontados com o valor apresentado para a primeira hipótese, os filhos do idoso questionaram quem teria que comportar os custos da intervenção, ao que Rui Marqueiro responde os encargos ficam ao cargo dos requisitantes. Nesta altura, o irmão de Eugénia Santos referiu que o pai recebe apenas 300€ de reforma e que não tem condições económicas para fazer face a essa despesa.

De acordo com Eugénia Santos esta é uma situação que se arrasta no tempo, tendo sido feito um pedido desde janeiro deste ano e ao qual ainda não houve resposta. A munícipe refere ainda que esta é uma situação pela qual a mãe se debateu na Câmara, mas sem sucesso, a minha mãe deslocou-se várias vezes aos serviços da Câmara para resolver esta situação, mas como não tinha dinheiro para pagar, acomodou-se. Já com os ânimos exaltados, Eugénia Santos terminou a sua intervenção dizendo toda a gente tem direito a água da rede pública.

Rui Marqueiro esclareceu que o município não tem obrigação de pagar a colocação de água quando as residências estão a menos de 200 metros de uma conduta e prossegue aquela casa nunca devia ter sido construída ali e se hoje fosse feito um pedido de construção não era dada autorização.

Focados na resolução da situação em que o pai vive, Eugénia Santos e o irmão apelaram à ajuda da Câmara, uma vez que não existem condições económicas para cobrir a intervenção necessária. Neste momento, Rui Marqueiro comprometeu-se a continuar a estudar este caso e apurar quais os valores para a segunda hipótese de resolução.

Autor: Jornal da Mealhada

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