Segunda-feira, 07 de Maio de 2012

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Verga-se meu corpo, na falta do teu Foge-me o solo de debaixo dos pés xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0 pronto a explodir de dor […]

Verga-se meu corpo, na falta do teu

Foge-me o solo de debaixo dos pés

xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0 pronto a explodir de dor

xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0 na minha saudade-de-fogo

xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0 vivida-no-teu- peito-mina doiro, consumada

A travessia do meu império dos sentidos acorda e relembra

-xa0 Ateia-se uma chama-vulcão-fénix

xa0

Meu espelho de palácio íntimo, de esplendorosa marginalidade,

viveste-o na tua natural sensualidade.

Fiz um futuro nos braços com que Me viveste

à força do teu sol que ardia, quando Te sentia

Era a ter-me, tão lindo!o nosso anoitecer em Vénus

E era um céu, atravessar a força do teu rio

xa0

Ninguém percebia o prazer, nos traços do rosto que tu bebias

Desaparecias nos braços onde desaguavas os teus oceanos de cansaço-descansado

xa0

Uma tempestade de intenso magma sensorial

xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0 abala as minhas estruturas.

xa0

Incauto, não ouves as vozes dos ventos que se soltam das marés

que desviam rotas que-afastam-desejos-dos-rios-

-que se colam aos horizontes de fé

que extinguem o sol brumoso do rio

cujas margens se apagam, quando esfriam

xa0

Conheço

ainda

de cor

o estalar da valsa de Chopin

que comigo dançaste

num louco rodopiar

xa0

Permanece no ar aquela luz sobrenatural

xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0xa0 que nos forçava a ressoar!

Extenuada de sonhar, adormeço-contra- teu-corpo-sem-ti!

xa0

A noite verga-se à ventania amarga, sem forças para se impor!

xa0

Um dia-prometo!-se o teu desmaio se ouvir nas asas do vento norte,

vou esperar-te junto ao mar,

naquela espuma leitosa que ainda vive-no-tempo-do-nosso-AMAR,

presa da embriagante paixão do meu-DAR-ME

xa0

xa0

xa0

Marilisa Ribeiro-FEV/012

Autor: Jornal da Mealhada

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