Intermarché da Mealhada assinala 31 anos e reforça crescimento e ligação à comunidade
O objetivo é continuar a apoiar os produtores locais e ter presença e responsabilidade social
O aniversário foi celebrado, ontem, com um bolo e champanhe na loja e contou com a presença de colaboradores e clientes. O gerente do Intermarché da Mealhada, Martinho Lopes, conta que a unidade “implantou-se bem na localidade. Nos primeiros anos até foi difícil, mas depois teve uma grande aceitação e continua a ter. Independente da concorrência que tem aberto, conseguimos sempre manter um crescimento constante, não só a nível de vendas propriamente ditas, mas também na parte visual da loja, sempre a inovar e a tentar acompanhar a dinâmica e a evolução que existe no mercado alimentar.”
O gerente da unidade da Mealhada afirma que há valores que querem manter. “Sempre muito dedicados à parte dos frescos, ao contrário dos outros, em que há uma tendência de fugir aos tradicionais. O Intermarché tem a política de ser muito tradicional e temos mantido essa política, como apoiar os produtores locais, temos vários que nos fornecem, como também mantemos a nossa presença social e a responsabilidade social, acho que é uma das nossas práticas e da parte do grupo. Não interessam só os valores monetários, mas também os valores pessoais, e gostamos de estar presentes e cooperar com a dinâmica, a cultura e a parte social da Mealhada.”
Em relação a mudanças, Martinho Lopes refere que “existem algumas remodelações que vamos fazer, até a nível da parte exterior. Estamos a ver se em parceria com a Câmara Municipal, conseguimos fazer certas coisas.”
No que diz respeito ao aumento do número de lojas, o gerente expõe que “vamos abrir outra unidade em Eiras e, com isso, já somos um grupo de oito lojas, queremos começar a criar, em certos produtos, uma maior produção de algumas coisas e ser diferenciadores em alguns produtos.”
No âmbito do mau tempo que afetou muitas regiões do país, Martinho Lopes expressa que “nesta loja em particular, felizmente passámos um bocadinho à margem. Temos outras lojas do grupo, na Marinha da Guia e Ansião que foram zonas muito mais afetadas, mais de uma semana sem luz. As populações estão muito afetadas, ainda há muita gente sem luz e isso, sem dúvida, afeta o consumo diretamente, porque as pessoas não têm como cozinhar em casa. Felizmente as nossas lojas têm take away e sentimos acréscimo nessa parte, nas horas de almoço, que eram calmas, as pessoas comiam em casa e, ali naquela zona, houve um acréscimo na procura do take away, mas sem dúvida que afeta e vai demorar alguns meses a reposicionar mais na Marinha da Guia.”
O gerente aponta que “temos os seguros na parte das estruturas, que nos apoiam, mas é sempre o impacto social que é muito difícil. Há pessoas, sem dúvida, com traumas psicológicos e não é só às vezes o monetário. Na Mealhada, felizmente, desta vez não teve grande impacto, tanto na parte das casas das pessoas como nas nossas próprias instalações. Estivemos um dia com o gerador a trabalhar. Tentamos apoiar à nossa maneira as associações que nos pediram ajuda. Temos sempre esse compromisso de apoiar, mas vai tudo passar. Desde que não haja mortes, as coisas acabam por se resolver.”
Martinho Lopes considera que a equipa é fundamental para o crescimento da empresa. “O principal, na parte da distribuição, é a equipa. E a gente vê quando a equipa está motivada e quer que as coisas andem para a frente. Claro que quando há muita gente, o nosso grupo é composto por mais de 500 funcionários há sempre uns que vão ser passageiros, outros que ficam. Temos pessoal a trabalhar connosco há 30 e tal anos. Não para mim, porque o nosso grupo só tem 12 anos, mas tanto aqui como nas lojas mais antigas que acabámos por adquirir, como na Lousã, temos lá pessoas que, sem dúvida, se dedicaram à causa do Intermarché e se mantêm, cumprem as funções e são muito importantes, porque trazem também a cultura.”
“Hoje em dia há aquela mentalidade jovem de que já não há valores, mas já se começa a sentir uma reestruturação. Acho que já se veem bons miúdos novos, em geral, com vontade de trabalhar. A imigração também foi importante, há uns que respeitam e são respeitadores, há outros que não são. Cabe à nossa direção e aos recursos humanos, escolher os bons colaboradores. Quando há bons colaboradores, a empresa realmente evolui e funciona bem. Não é só pelo bairrismo que existe, mas é uma equipa em que temos pessoas com personalidades fortes que, sem dúvida, fazem sentir o sentimento de família”, realça Martinho Lopes.
Autor: Jornal da Mealhada



