José Cid e Zé Perdigão deram concerto memorável no Casino de Luso
José Cid, 70 anos, deu na noite de sábado, no Casino de Luso, um concerto memorável, de solidariedade para com […]
José Cid, 70 anos, deu na noite de sábado, no Casino de Luso, um concerto memorável, de solidariedade para com a Rádio Clube da Pampilhosa (RCP FM), juntando Zé Perdigão, dono de uma voz e expressão ímpares. José Cid, cantor generoso e apoiante de causas nobres, desta vez apoiou graciosamente a RCP, num espaço que, segundo ele, “raras vilas possuem um tão bonito” como aquele.
Com um auditório variado, dos 7 aos 77 (ou mais), José Cid cantou e encantou para um auditório lotado do Casino do Luso, que fez questão de entoar, num “clima” intimista, baladas tão bonitas como “Como tu tocas piano”, “20 anos”, “A Cabana junto à praia”, “O melhor tempo da minha vida”, entre outras. Mas nem só das baladas famosas do passado se fez o concerto de um septuagenário em boa forma, pois Cid fez questão de lançar, em primeira mão, “Louco Amor”, um genérico que vai passar em breve numa novela da TVI.
Se me permitem a ousadia, o melhor da noite esteve guardado para o dueto com Zé Perdigão, dono de uma voz e expressão ímpares, um fadista de alma e coração.
Zé Perdigão lançou, em meados do ano 2008, o seu primeiro trabalho discográfico, “Os Fados do Rock”, um disco arrojado, produzido por José Cid. Hoje, “aguçou o apetite” para um novo trabalho que vai lançar em breve no mercado, denominado “Sons Ibéricos”.
Foi bonito de ouvir, a causar “pele de galinha” a muito boa gente, temas a solo ou em dueto com Cid, como “Povo que lavas no rio”, “Bandoleiro”, “S. Sebastião”, “Amor errante”, entre outros, num misto de originais e versões. Cid apresentara o seu “parceiro” de palco como “uma grande voz, na linha de Marisa e Camané”.
A terminar, sempre acompanhado com o vimaranense Zé Perdigão, Cid voltou a dar um recital de músicas mais recentes (“Meu Amor”) e menos recentes (“No dia em que o Rei fez anos”, “Cai neve em Nova York”, “Nasci para a música”), etc.
Com direito a “encore”, no final do espetáculo, o jornalista da RCP FM Filipe Malta agradeceu a generosidade dos dois cantores e desejou que ambos permaneçam por muitos anos a encantar o público que se rendeu aos dois, cada um no seu género, mas numa simbiose perfeita.
Norberto Rodrigues/Centro Magazine
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Autor: Jornal da Mealhada
