Terça-Feira, 07 de Fevereiro de 2017

Luís Aleluia deu o mote para o Ciclo de Teatro Amador do Concelho de Cantanhede

Luís Aleluia deu o mote para o Ciclo de Teatro Amador do Concelho de Cantanhede

Região

Luís Aleluia deu o mote para o Ciclo de Teatro Amador do Concelho de Cantanhede

Um encontro entre os intervenientes do Ciclo de Teatro Amador do Concelho de Cantanhede assinalou o início desta ação de […]

Um encontro entre os intervenientes do Ciclo de Teatro Amador do Concelho de Cantanhede assinalou o início desta ação de revitalização da atividade teatral que a autarquia cantanhedense tem vindo a promover desde há 19 anos consecutivos. A sessão decorreu no auditório da Biblioteca Municipal, a 28 de janeiro, e como habitualmente contou com a participação de um convidado de honra, que este ano foi Luís Aleluia, o popular intérprete de personagens de várias séries televisivas de sucesso.

Acompanhado na mesa de honra pela vice-presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, e pelo vereador da Cultura, Pedro Cardoso, o ator começou por agradecer a honra de poder partilhar experiências artísticas com gente que sabe valorizar o teatro e manifestou-se verdadeiramente entusiasmado com o facto de estarem envolvidos no ciclo de teatro 15 grupos cénicos, um número que reflete bem o interesse com que as pessoas participam e animam a vida cultural do concelho.

Luís Aleluia conhece bem os sacrifícios de quem, depois de um dia de trabalho, nas suas horas de descanso e lazer, investe nesta forma de expressão artística. Em todo o caso, quem se dedica ao teatro amador com amor, com empenho tem sempre retorno com a experiência de grupo, pois a relação com os outros, os laços e os afetos que se constroem são absolutamente gratificantes.

A propósito do seu percurso, o ator não escondeu as dificuldades dos profissionais de teatro, num mundo onde a realidade laboral e relacional nem sempre é o que se pensa. O mérito e o reconhecimento associado ao mediatismo e protagonismo facilitam, mas não é fácil singrar na carreira artística.

Antes da intervenção de Luís Aleluia, já a vice-presidente da Câmara Municipal tinha agradecido ao ator a disponibilidade em vir a Cantanhede falar da sua experiência de homem de teatro, uma faceta porventura menos conhecida para quem está mais habituado a vê-lo na televisão em diferentes registos. A sua presença é bem sintomática de que, para além da relevância da carreira que abraçou, pela qual é aliás amplamente reconhecido, está empenhado em reforçar a perceção do valor sociocultural da atividade teatral.

Sobre o ciclo de teatro amador, Helena Teodósio enfatizou o alcance da iniciativa, afirmando que há muitas e boas razões para estarmos satisfeitos com o resultado do ponto de vista coletivo, sobretudo porque fomenta o encontro de gerações, com os jovens a partilharem com os mais velhos experiências particularmente estimulantes.

A autarca sublinhou ainda o facto de se tratar de um evento que muito tem contribuído para a dinamização das comunidades locais e para o intercâmbio entre agentes culturais empenhados no desígnio comum em torno das artes de palco e deixou a garantia de que a Câmara Municipal vai prosseguir com a organização de futuras edições.

A sessão de abertura do XIX Ciclo de Teatro Amador de Cantanhede terminou com a entrega de diplomas a todos os participantes, seguida de um lanche em ambiente de confraternização festiva.

No dia seguinte, 29 de janeiro, realizou-se o primeiro espetáculo na sede do CSPO Centro Social e Polivalente de Ourentã, onde as Pequenas Vozes de Febres apresentaram uma encenação de A Princesinha, segundo uma adaptação a partir da obra original de Frances Hodgson Burnett. Constituído por crianças e jovens dos quatro aos 14 anos, o grupo de teatro voltou ao palco no passado domingo, desta vez no Salão Paroquial de Febres, para apresentar aquela peça especialmente dirigida a um público infantojuvenil baseada na conhecida história de Sara, uma menina rica, inteligente e excecionalmente imaginativa, que é trazida da Índia pelo seu pai para estudar num colégio de elite em Inglaterra.

No sábado, 4 de fevereiro, o Grupo de Teatro da ACDC Associação Cultural e Desportiva do Casal apresentou na sua sede Experiência Fatal, Namoro Confuso e Vamos Cartar na Casaca 2017 Versão Parlamento Aberto, três originais de Manuel Silva Barreto, que é simultaneamente o encenador do grupo.

Autor: Jornal da Mealhada

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