Luís Santos, antigo aluno da EPVL, voou até à Microsoft
Luís Santos, engenheiro de desenvolvimento de software, se traduzirmos Software Development Engineer, trabalha há mais de oito anos no Skype, […]
Luís Santos, engenheiro de desenvolvimento de software, se traduzirmos Software Development Engineer, trabalha há mais de oito anos no Skype, detido atualmente pela gigante Microsoft. Onde começou? Na Escola Profissional Vasconcellos Lebre, na Mealhada.
Os anos letivos de 2001 a 2004 foram nesta escola profissional na Mealhada, no curso profissional de Informática de Gestão, mas os anos seguintes já estavam traçados. Luís sabia que queria estudar no ensino superior e daqui partiu para o Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC), dali partiu para a Estónia, participante no programa de mobilidade ERASMUS. De estudante universitário passou a programador na empresa Skype, agora detida pela Microsoft.
É Front-End Developer numa equipa de cinco pessoas, num universo de cerca de 4 mil, as da família Skype espalhadas por escritórios em todo o mundo. Luís explicou, numa conferência dada hoje, dia 09 de janeiro, no auditório da EPVL, que tem um horário flexível e que trabalha numa base de tarefas e objetivos, o que lhe agrada.
Aconselho-vos a experimentarem algo diferente e a ganharem novas experiências de vida. Arrisquem. Mesmo que não encontrem o trabalho dos vossos sonhos, vão a outros países porque aprendem sempre alguma coisa, palavras de incentivo de Luís para um auditório cheio.
Explicou ainda que a EPVL o ajudou sobretudo no seu percurso na universidade pois não teve dificuldade na área da programação. Foi um grande bónus ter tido formação profissional primeiro, já levei muitas mais bases, disse.
Natural de Sangalhos, Anadia, diz ainda que já não se sente bairradino, mas sim europeu. No entanto que, quando chegou a Talin, cidade na Estónia onde ainda mora, o choque cultural foi grande, mas que em poucos meses se inteirou da cultura.
Quando entrei para a escola sempre tive intenção de prosseguir estudos, não sentindo, no entanto, isto como uma necessidade para aquisição de competências. Sou também autodidata em alguns aspetos, concluiu perante uma plateia de aplausos.
Autor: Jornal da Mealhada
