Quarta-feira, 11 de Abril de 2012

Mais de 25 mil produtos contrafeitos apreendidos pela ASAE foram armazenados na Mealhada

Mais de 25 mil produtos contrafeitos apreendidos pela ASAE foram armazenados na Mealhada

Região

Mais de 25 mil produtos contrafeitos apreendidos pela ASAE foram armazenados na Mealhada

ATUALIZAÇÃO 12.11.12 ÀS 16h30m Foi com bastante alarido que durante a tarde de quarta-feira, 11 de abril, o centro da […]

ATUALIZAÇÃO 12.11.12 ÀS 16h30m

Foi com bastante alarido que durante a tarde de quarta-feira, 11 de abril, o centro da cidade da Mealhada virou atenções para a zona das antigas instalações do Instituto do Vinho e da Vinha onde a ASAE – Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica – tem o seu armazém. Carros das forças de segurança acompanhavam o resultado de uma mega apreensão em A-Ver-O-Mar (Póvoa de Varzim), Sanguedo (Santa Maria da Feira) e Leiria.

Cerca de 150 inspetores da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, juntamente com policias espanhois, apreenderam, na quarta-feira, 11 de abril, mais de 25 mil artigos numa das maiores operações de sempre contra a contrafação e pirataria. Oito pessoas de nacionalidade marroquina foram constituídas arguidas.

Foram cumpridos diversos mandados de busca a várias residências, onde foram recolhidos cerca de 25 mil artigos falsificados e contrafeitos, entre os quais relógios, bonés, calçado, material eletrónico, motosserras e dinheiro. Foram ainda apreendidos 42 mil euros em dinheiro.

Todo o material, várias toneladas, foi recolhido para um armazém situado na Mealhada, onde será apresentado à comunicação social. No ambito da operação, a ASAE constituiu arguidas oito pessoas de nacionalidade marroquina, pertencentes a duas familias.

A inspetora-diretora do Norte da ASAE, Rute Serra, disse aos jornalistas, na Mealhada, que os arguidos – seis homens e duas mulheres «de origem magrebina», com idades entre 30 e 40 anos – têm autorização de residência em Espanha.

No âmbito da operação, iniciada de surpresa às 6h00, foram apreendidos bens avaliados em 400 mil euros.

Rute Serra não excluiu a possibilidade de outras pessoas, designadamente de nacionalidade portuguesa e espanhola, envolvidas nesta «rede internacional» de contrafação de mercadorias diversas e sua comercialização, admitindo que «há indícios de atividades também em território espanhol».

A ação da ASAE, cumprindo vários mandados judiciais de busca em quatro locais diferentes do Centro e do Norte, resultou de investigações em que colaborou a Polícia Nacional de Espanha.

Além de uma viatura, duas facas e cerca de 42 mil euros em notas, que estavam em dois cofres, a ASAE apreendeu várias toneladas de diversos artigos contrafeitos, como relógios, roupa, calçado, moto-serras e equipamentos eletrónicos, num total de 25 mil unidades.

A operação, em cumprimento de 17 mandados de busca a residências, lojas, garagens e outros espaços utilizados por «duas famílias magrebinas», envolveu 150 elementos da ASAE, 120 dos quais estiveram no terreno.

As investigações decorrem há vários meses, em articulação com a Polícia Nacional de Espanha.

Para já, esta rede internacional de contrafação «sofreu um abalo forte», disse Rute Serra, frisando que as investigações vão prosseguir, tendo sido aplicada aos oito arguidos a medida de coação termo de identidade e residência.

O material apreendido será agora transportado para o armazém central da ASAE, em Castelo Branco.

JM/Lusa/TSF


Autor: Jornal da Mealhada

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