Marisa Matias alia-se à causa da elevação da Mata a Património da UNESCO
Que a árvore cresça, que a Mata se mantenha e que muitas gerações continuem a ser felizes aqui, foram estes […]
Que a árvore cresça, que a Mata se mantenha e que muitas gerações continuem a ser felizes aqui, foram estes os desejos expressos por Marisa Matias, eurodeputada pelo Bloco de Esquerda desde 2009, no livro de honra da Fundação Mata do Bussaco, após a plantação de um Carvalho-Alvarinho (Quercus Robur) no Trilho dos Famosos, no dia 6 de agosto.
Marisa Matias confidenciou ao Jornal da Mealhada que esta não foi a primeira árvore que plantou, eu já plantei muitas árvores na minha vida e, normalmente, autóctones, porque o meu pai era guarda florestal, mas afirma-se muito feliz pelo convite da Fundação Mata do Bussaco para fazer parte desta luta em prol da defesa da mata, desde miúda que venho aqui, acho que é a mata mais linda que há no mundo, mas tem que ser protegida e uma forma de protege-la é não só ser Património Nacional mas também ser Património Natural da UNESCO.
A eurodeputada considera que a conquista da distinção da mata por parte da UNESCO depende, essencialmente, de muito investimento não basta nós gostarmos e darmos a cara. As pessoas que aqui trabalham todos os dias a mantê-la (à mata) precisam que haja investimento. Eu acho que isso é um meio fundamental e que tem faltado nestas áreas e elas são extremamente importantes, aliás, são estratégicas para o nosso país.
Quando questionada sobre o que pensava sobre a capacidade da sociedade viver em harmonia com a natureza, Maria Matias diz que essa é uma competência que ainda está em desenvolvimento, acho que se vai fazendo caminho nesse sentido, também se vai fazendo muito caminho em sentido contrário, ainda não conseguimos eliminar essa ganância desenfreada de atacar os recursos naturais, mas acho que hoje em dia há mais consciência da necessidade de preservação do meio ambiente e da proteção do meio ambiente do que havia há alguns anos atrás.
Por fim, a bloquista lança o desafio ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para plantar uma árvore na mata, acho que se há pessoas que têm o poder e a visibilidade para poder chamar à atenção para causas, sejam elas quais for, e têm um desígnio e uma obrigação da função que é de estar acima dos partidos e de estar acima daquilo que são as divisões partidárias e sociais, defendendo o interesse comum, uma dessas pessoas é o professor Marcelo.
Autor: Jornal da Mealhada
