Marqueiro e Delegada de Saúde juntos na defesa da qualidade da água da Fonte do Luso
Está decidido! Até ao final do ano corrente, a Câmara Municipal da Mealhada e a Administração Regional de Saúde do […]
Está decidido! Até ao final do ano corrente, a Câmara Municipal da Mealhada e a Administração Regional de Saúde do Centro, na pessoa da Delegada de Saúde da Mealhada, vão fazer análises conjuntas à Fonte de São João, na vila do Luso. O périplo já começou na semana passada e é feito por dois laboratórios públicos, sendo um deles a CESAB Centro de Serviços do Ambiente.
Depois da noticia da passada edição do Jornal da Mealhada, dando conta das últimas análises publicadas pela Delegada de Saúde, Maria Anunciação Silva, onde se pode ver que as águas das Fontes de Santa Cristina, na Vacariça, e de São João, no Luso, são impróprias para consumo humano, a população ficou alarmada. As mesmas análises ditavam ainda que as Fontes de Santa Cristina e Pego também tinham resultados insatisfatórios, bem como alguns Tanques das Piscinas do Luso e Mealhada.
Ao Jornal da Mealhada, Rui Marqueiro, presidente da Câmara Municipal da Mealhada, começou por explicar que o problema das águas das Fontes é que saem em bruto, sem tratamento, o que não acontece na que vai para casa, que tem cloro, sofre tratamento.
E o que acontece nas referidas Fontes é que, de vez em quando, aparecem Coliformes, que são grupos de bactérias indicadoras de contaminação, que habitam o intestino de animais mamíferos, como o homem, e são largamente utilizadas na avaliação da qualidade das águas, servindo de parâmetro microbiológico básico às leis de consumo criadas pelos Governos e Laboratórios, que se utilizam desse número para garantir a qualidade da água para o consumo humano.
A lei é exigente, segundo Rui Marqueiro, pois basta um, dois coliformes para que a água seja considera Imprópria. Até já nas análises feitas pela Câmara isto aconteceu uma vez, em 2014, garantiu o edil, que ainda exemplificou: A Fonte de São João deita quarenta litros por segundo, um coliforme fecal jamais produzirá algum problema numa pessoa.
A probabilidade que estes coliformes fecais apareçam em alturas de grandes enxurrados é grande, afiança o presidente da autarquia baseando na opinião empírica dos serviços da Câmara, que quer agora perceber se é possível que esta água não os tenha em nenhum período. Se aparece esta componente é porque há contacto com a unidade fecal e é a obrigação da senhora Delegada da Saúde de cumprir com as suas funções e divulgar os resultados, como o fez, até porque se este componente aparece é porque há contacto com a unidade fecal, acrescentou.
Rui Marqueiro considera ainda mais preocupante o facto de a situação acontecer variada e não contínua. Vamos redobrar a higienização da Fonte, garantiu o edil, elogiando o trabalho de Maria Anunciação Silva, com quem vai estar em missão cerrada até dezembro deste ano.
Se a senhora Delegada de Saúde não visse tantas pessoas a encher garrafões no Luso, não estaria preocupada, declarou ainda o autarca, relembrando que a água da Fonte de São João não se destina ao consumo humano, mas por sabermos que tantas pessoas lá vão, somos obrigados a vigiar.
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O que importa é a saúde pública, mesmo sabendo que água em bruto sabe melhor
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Marqueiro está focado em erradicar o problema de vez. Pensamos contratar uma empresa especialista em matéria hidráulica, pois inspecionámos as ligações e não verificámos nada. Agora vamos também analisar os coletores de saneamento a jusante da Fonte de São João para tentar perceber o eventual foco de contaminação. Para além disto, determinei uma análise a um laboratório da Universidade de Coimbra, enumera o autarca, que tenciona também contratar uma empresa privada para tentar perceber como controlar a rede sanitária da Fonte.
Caso não haja solução vamos ter que desinfetar a água das bicas, pois o que importa para nós é a saúde pública, mesmo sabendo que água em bruto sabe melhor, acrescenta o autarca.
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Não permitam que as pessoas possam ir buscar água à Fonte com garrafões cintados
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O presidente da Câmara da Mealhada aproveitou ainda a conversa com o Jornal da Mealhada para fazer um alerta à Junta de Freguesia do Luso: Não permitam que as pessoas possam ir buscar água à Fonte com garrafões cintados (com publicidade). Tem que ser estudado um processo que não permita isso porque isto pode levar a um engano, nomeadamente comercial, alertou ainda.
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Piscinas da Mealhada vão sofrer obras (profundas)
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No caso das Piscinas da Mealhada e de algumas análises se revelarem insatisfatórias na qualidade de utilização da água, Rui Marqueiro garante que a resolução do problema é maior e mais difícil de controlar, pois passa pela higienização dos utentes. Colocámos um elevado teor de cloro, mas também não se pode ultrapassar os limites estipulados na lei, acrescentou.
O autarca vai mais longe e garante que a Piscina Municipal da Mealhada está a caminho de dezassete anos e, por isso, vai ter que sofrer obras aos níveis, por exemplo, da eficiência energética, colocação de novos desumidificadores e vidros com urgência. Mal tenhamos luz verde da Comissão de Coordenação, temos que gastar ali um bom dinheiro. É um bem necessário porque apesar de não estar munida de nenhum risco para os utentes, já é pouco eficiente no quadro legal, atualmente, acrescentou.
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Mónica Sofia Lopes
Autor: Jornal da Mealhada
