Mea Jazz atrai centenas de pessoas ao Jardim Municipal
O último dia do Festival de Jazz da Mealhada reuniu França, Brasil e Portugal num só palco. A transversalidade de […]
O último dia do Festival de Jazz da Mealhada reuniu França, Brasil e Portugal num só palco. A transversalidade de culturas fundiu-se num só género musical o jazz e surpreendeu os apaixonados pela música que escolheram a Mealhada para disfrutar de uma noite diferente.
Fanny Roz surgiu de entre o público com um bombo e com a sua voz que dada a projeção dispensou o microfone. A cantora exibiu a sua polivalência ao conjugar a voz, o piano e o tambor nas suas músicas, onde também não faltaram momentos de dança e interação com o público.
Ao longo da noite e atraídos pela voz dos artistas em palco, várias pessoas foram-se juntando no Jardim Municipal até não haver mais cadeiras para sentar tanto entusiasmo. Os telemóveis e até gravadores quiseram registar as atuações da noite que fizeram dançar várias pessoas.
O menino Caetano Veloso fez juz à comparação e cantou Odara no palco do Mea Jazz. Leo Middea, com uma sonoridade vincadamente brasileira, trouxe vários temas e em cada um procurou estabelecer uma relação de intimidade com o público. Quase que em jeito de declaração, Middea cantou O meu coração bateu na porta do teu e partilhou com o público a música Mochileiro, letra que escreveu na adolescência, com cerca de 15/16 anos, quando ainda vivia em São Paulo, de onde é natural. O artista brasileiro terminou a sua atuação com a música Meu Público, uma letra que reflete uma conversa que teve com a mãe à cerca das dificuldades de ser músico em São Paulo, se eu tentar um baião/ será que dá?/ se eu tentar um forró,/ será?/ se eu tentar um funk/ trabalhado em uma frase só?/ diz maré!.
Susana China sobe ao palco do Mea Jazz e brinda o público com a música As Manhãs, a capella, para depois, já com a banda em palco, partilhar a música que dá título ao CD Trapézio. A artista conimbricense despede-se do público com a música Pé no Degrau dando mostras da sua qualidade vocal.
A fechar a noite, a Orquestra Smooth animou o público com os clássicos jazzísticos mais conhecidos numa relação muito próxima com o público que, entre palmas e estalos de dedos, acompanhou o ritmo imposto pela orquestra.
Este evento, divulgado pela Câmara Municipal da Mealhada, produzido pela Associação Motivos Alternativos, e que contou com o apoio técnico da Associação Escolíadas, fechou a programação Verão é na Mealhada com a oferta de dois dias de jazz e com um cartaz marcado pela internacionalização.
Autor: Jornal da Mealhada
