Quinta-feira, 31 de Dezembro de 2015

Mealhadense apresenta, em livro, estudo exaustivo de fachadas bairradinas

Mealhadense apresenta, em livro, estudo exaustivo de fachadas bairradinas

Região

Mealhadense apresenta, em livro, estudo exaustivo de fachadas bairradinas

Cláudia Emanuel Franco dos Santos, de 39 anos e natural da Vacariça, vai apresentar o livro da sua autoria Artes […]

Cláudia Emanuel Franco dos Santos, de 39 anos e natural da Vacariça, vai apresentar o livro da sua autoria Artes decorativas nas fachadas da arquitetura bairradina. azulejos e fingidos (1850-1950) no próximo dia 16 de janeiro, um sábado, às 15 horas, na Biblioteca Municipal da Mealhada. A obra é publicada pela Câmara Municipal da Mealhada.

O livro é uma adaptação da minha tese de mestrado em Património Artístico e de Conservação, onde obtive dezanove valores, começou por dizer, ao Jornal da Mealhada, Cláudia Emanuel, que atualmente é Conservadora de Património na Santa Casa da Misericórdia da Mealhada. Uma obra que vem acompanhada de um DVD onde estão as fichas de inventário e dez catálogos de fábricas cerâmicas, acrescentou ainda.

Todo o livro é fruto de um inventário realizado no ano de 2004 na região demarcada da Bairrada, onde se inserem todas as freguesias dos concelhos de Anadia, Mealhada e Oliveira do Bairro, algumas freguesias dos concelhos de Águeda, Cantanhede, Coimbra e Vagos e ainda a freguesia de Nariz, no concelho de Aveiro. Por motivos pessoais e profissionais só agora foi possível a publicação da obra, concluiu, ao nosso jornal, a autora do livro.

Uma publicação que contou com o total apoio financeiro da Câmara da Mealhada. Em nota no livro, Rui Marqueiro, presidente da autarquia, descreve o momento em que lhe foi apresentada a informação: Percebi que a Cláudia se tinha documentado de forma conhecedora e exaustiva da matéria de que ia tratar, no qual tive oportunidade de ver alguns excertos do seu trabalho. Fiquei fascinado com a quantidade e qualidade da informação constante dos excertos ().

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Resumo da obra feito por Cláudia Emanuel:

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Acreditando que o conhecimento e a sua partilha é um instrumento fundamental para a conservação arquitectónica (e não só), estudaram-se as formas de ornamentação através de revestimento por azulejos e por pintura de fingidos, da arquitectura doméstica da região demarcada da Bairrada.

Realizou-se um Inventário sistemático dos imóveis onde existiam estas ornamentações e procedeu-se à avaliação do seu estado de conservação, para identificar os factores de degradação, ou causadores de anomalias.

Para incentivar a sua conservação e restauro, disponibilizaram-se conhecimentos sobre as técnicas de fabrico e de produção destes elementos decorativos, e as técnicas de produção/decoração que estiveram na base da produção azulejar. A investigação realizada sobre as técnicas azulejares só foi possível, com um estudo paralelo sobre as fábricas que estiveram na origem da sua produção. Isso permitiu o acesso a variados catálogos de fábricas, o que veio facilitar a identificação do local de produção de determinado azulejo.

A mesma recolha de conhecimentos e saberes desenvolveu-se sobre as técnicas de pintura mural (execução de fingidos e de azulejos fingidos), aqui procedendo à recolha dos saberes de um mestre pintor/fingidor da região, que executou alguns dos exemplares inventariados.

Procedeu-se adicionalmente ao estudo de outros elementos decorativos complementares que, tal como os azulejos e os fingidos, decoravam e valorizavam as fachadas da arquitectura bairradina.

Por fim desenvolveu-se um estudo de caso particular, os revestimentos decorativos da estância de Emídio Navarro (no Luso), dado o generalizado desconhecimento deste imóvel e sobretudo da importância dos elementos decorativos que caracterizam todo o seu interior.

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Mónica Sofia Lopes

Autor: Jornal da Mealhada

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