Mealhadenses lá fora
O despertador nessa madrugada não tocou, a minha mãe veio-me acordar. Eram quatro da madrugada, as malas estavam prontas. Tempo […]
O despertador nessa madrugada não tocou, a minha mãe veio-me acordar. Eram quatro da madrugada, as malas estavam prontas. Tempo suficiente para me vestir e apanhar boleia do meu irmão, até ao aeroporto do Porto. Despedidas são sempre difíceis, especialmente, quando se sai de casa pela primeira vez, para muito longe, para um mundo que se desconhece. Ainda consigo visualizar a cara da minha mãe, à porta de casa, a tentar controlar as lágrimas, a emoção, a tristeza, o nervosismo de ver a filha partir.
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Artigo de Cecília Raquel Matos, emigrante em Inglaterra, na edição impressa de 27 de novembro.
Autor: Jornal da Mealhada
