Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011

Misericórdia da Mealhada: Dividas do Ministério da Saúde põe em causa pagamento atempado do 13.º mês

Misericórdia da Mealhada: Dividas do Ministério da Saúde põe em causa pagamento atempado do 13.º mês

Região

Misericórdia da Mealhada: Dividas do Ministério da Saúde põe em causa pagamento atempado do 13.º mês

Pela primeira vez não conseguimos pagar atempadamente o 13.º mês aos nossos funcionários pelo simples facto de que o Ministério […]

Pela primeira vez não conseguimos pagar atempadamente o 13.º mês aos nossos funcionários pelo simples facto de que o Ministério da Saúde nos deve muito dinheiro e tem os seus pagamentos muitíssimo atrasados, declarou João Peres, provedor da Santa Casa da Misericórdia da Mealhada, na reunião da assembleia de irmãos do passado domingo, 18 de dezembro, que aprovou, por unanimidade, o orçamento da instituição para 2012.

É uma situação incómoda e desagradável, mas que nos é imposta pelos acontecimentos. O Ministério da Saúde não deixa de pagar aos seus funcionários a tempo e horas e é lamentável que os nossos, que prestam um serviço fundamental, não o possam receber, também, atempadamente, disse ainda João Peres, que acrescentou: Também estamos a protelar o pagamento a fornecedores, não porque estejamos falidos, mas porque não nos pagam a nós. Não é um problema financeiro ou económico a situação da Misericórdia está estável é um problema de tesouraria e ninguém vai deixar de receber o que lhe é devido.

Temos de ser Misericórdia, diz João Peres

João Peres, aos irmãos, deu garantias de que a situação da instituição está estabilizada, com bons indicadores financeiros junto da banca e com resultados líquidos bastante positivos. Estamos no bom caminho, preparados para tempos difíceis, mas sem contratempos extraordinários, asseverou o provedor. A situação na valência de Infância e na Terceira Idade está estável, mas estas valências são não lucrativas, em que, na prática, temos de ser Misericórdia, apreciando situações, compreendendo e ajudando na medida das nossas possibilidades: Não podemos mandar crianças para casa, muitas vezes passar fome, só porque os pais não conseguiram pagar a mensalidade, afirmou João Peres.

O provedor deu conta do facto de as instalações do chamado Centro de Noite estarem já a funcionar com a valência de Lar e chegou mesmo a dizer: É bom haver eleições de vez em quando para acelerar e desemperrar problemas. O provedor lamentou a existência, ainda, de alguns contratempos burocráticos.

Fisioterapia recebeu incremento de 40 por cento. Mercado continua por resolver.

João Peres deu conta da benefeciação do espaço da fisioterapia no Hospital, que recebeu um aumento da sua capacidade em quarenta por cento, e está capaz de atender, na atualidade, duzentas e oitenta pessoas por dia, e manifestou o empenho da instituição em não pensar noutra coisa enquanto não estiver recuperada a lista de espera na fisioterapia.

Também o Mercado da Mealhada voltou a ser tema de conversa na assembleia de irmãos da Santa Casa da Misericórdia da Mealhada. O problema do Mercado continua, declarou João Peres que acrescentou: O nosso é dos poucos mercados do país que dá lucro, mas é uma rentabilidade fictícia, porque a verdade é que dá algum rendimento, mas não tem condições de funcionamento e devia ser encerrado enquanto não recebesse as obras de que precisa e para as quais não temos dinheiro. Mas não há outro Mercado e a verdade é que temos consciência de que é uma estrutura de que as pessoas do concelho precisam muito, disse. O Mercado é um bem público e a Santa Casa da Misericórdia está aberta a qualquer proposta para que se torne um espaço condigno, público e capaz de cumprir a sua missão económica, mas, acima de tudo, a sua missão social e comunitária. Estamos abertos à hipótese de venda, de compra, de doação, do que for, desde que seja para melhoria das condições, declarou João Peres.

Não há racionalidade na programação de pagamentos do Estado

Segundo a informação divulgada no decorrer da reunião, pelo porta-voz da gestão da instituição, Bruno Peres, a situação continua estável e equilibrada como tem vindo a verificar-se há 2 ou 3 anos, a orçamentação decorre conforme o esperado em meados de agosto terminarão todos os leasings contraídos aquando do inicio do Hospital. Devem-nos muito dinheiro, especialmente o Ministério da Saúde, que chega a conta-gotas e sem qualquer racionalidade na programação, o que dificulta muito a gestão corrente da instituição, declarou Bruno Peres.

O orçamento da Santa Casa da Misericórdia da Mealhada para o ano 2012 estima atingir um volume total de vendas e prestação de serviços de 7.705.750 euros e estima atingir em subsídios, doações e legados à exploração a quantia de 1.095.597 euros. As principais rubricas de gastos registarão em fornecimentos e serviços externos 3.550.386 euros e em gastos com pessoal 2.949.885 euros. O resultado líquido previsto ascende ao montante de cerca de 500 mil euros. O orçamento mereceu parecer favorável do Conselho Fiscal e foi aprovado por unanimidade.

Autor: Jornal da Mealhada

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