O IP3 será duplicado entre Souselas e Penacova e requalificado na sua totalidade, num investimento de 502 milhões de euros, reforçando a ligação ao interior do distrito de Coimbra e aproximando concelhos isolados como Góis e Arganil, beneficiando Vila Nova de Poiares e reforçando a ligação entre Coimbra e Viseu, anunciou o Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, em conferência de imprensa.
O Conselho de Ministros de 17 de dezembro, aprovou a solução para a duplicação e requalificação do IP3 entre Santa Comba Dão e Viseu e determinou a realização de estudos para a ligação a Góis e Arganil, assim como a conclusão da A13. O traçado aprovado inclui a duplicação do IP3 no nó de Souselas (IC2) até Penacova, a reabilitação e beneficiação dos troços existentes, a construção de uma variante de Penacova, e a duplicação do troço Lagoa Azul-Santa Comba Dão. O troço Santa Comba Dão/Viseu já se encontra em obra.
Para a A13, autoestrada do Pinhal Interior que ficou por finalizar na travassia do Mondego em Coimbra, foi aprovado um novo traçado entre Coimbra (Ceira) e o IP3 em Souselas.
O Ministro destacou que “estamos a falar de concelhos do interior isolados há décadas. É uma questão de justiça e solidariedade garantir que estas populações têm acesso à rede nacional de transportes e podem desenvolver a sua economia local”.
Os estudos prévios, avaliações de impacto ambiental, projetos de execução e empreitadas vão decorrer entre 2025 e 2035, com um investimento previsto de 502 milhões de euros.
“Encontrar acordo com as Comunidades Intermunicipais foi essencial para garantir uma decisão equilibrada que respeita os interesses das populações locais e reforça a coesão territorial do interior do país”, afirmou Pinto Luz.
A Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIMRC) defendeu publicamente uma semana antes a requalificação integral do IP3 em perfil de autoestrada, bem como a construção da variante de Penacova e de uma ligação entre a A13 e o IP3, no âmbito do processo de modernização do itinerário que liga Coimbra a Viseu. A posição foi assumida numa deliberação tomada em conselho intermunicipal e anteriormente comunicada ao ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, no prazo definido para auscultação das comunidades intermunicipais envolvidas.
Além da requalificação total do IP3, a CIMRC considera prioritária a concretização da ligação da A13, cujo traçado termina atualmente no nó de Ceira, ao IP3, junto à zona de Souselas. Esta solução é vista como essencial para melhorar a articulação da rede viária regional e nacional, reforçando a mobilidade e a segurança rodoviária no território, segundo refere a comunidade intermunicipal em nota de imprensa.
Outro dos pontos centrais da proposta apresentada passa pela construção da chamada variante de Penacova, igualmente em perfil de autoestrada, integrando uma via estruturante que assegure a ligação aos concelhos situados a sul do IP3, com possibilidade de prolongamento até Góis. De acordo com a CIMRC, esta opção permitiria não só melhorar a fluidez do tráfego, como também acelerar a execução da requalificação do troço principal do IP3, garantindo maior segurança e eficiência na circulação.
Também a Comunidade Intermunicipal de Viseu Dão Lafões defende que a requalificação do IP3 esteja concluída até 2030 e que seja realizada sem a introdução de portagens.