Municípios do Baixo Mondego vão comprar mais barato a partir de Abril
A Comunidade Intermunicipal do Baixo Mondego pôs em prática um projeto inovador, com o objetivo de reduzir custos para os […]
A Comunidade Intermunicipal do Baixo Mondego pôs em prática um projeto inovador, com o objetivo de reduzir custos para os dez municípios associados – Mealhada, Mortágua, Penacova, Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Mira, Montemor-o-Velho e Soure. A Central de Compras Eletrónicas vai negociar bens e serviços para todos os municípios, assegurando a obtenção de poupanças e os adequados níveis de qualidade. A plataforma eletrónica, que permitirá o desenrolar de todo o processo, já se encontra em operação e o mês de Abril ficará marcado pela primeira negociação de cotações. Tudo indica que a transação inicial seja feita ao nível de material de economato, seguindo-se outras prioridades como artigos de higiene e posteriormente os combustíveis e outras categorias de considerável expressão orçamental.
Na última semana de março reuniu a comissão de acompanhamento da Central de Compras, formada por técnicos municipais das dez autarquias da CIM-BM, que, em conjunto com a Central de Compras, se encontra a fazer um levantamento das prioridades de aquisição de cada Município. O objetivo passa por fazer uma agregação intermunicipal de necessidades transversais e assim negociar preços mais competitivos. Com este solução esperam-se poupanças nas Autarquias que poderão ascender aos 20 por cento.
O vice-presidente da Comunidade Intermunicipal e presidente da Camara Municipal de Montemor-o-Velho, Luís Leal, referiu: A eficácia financeira deste projeto define a matriz da própria comunidade, nomeadamente ao nível da solidariedade intermunicipal.
Segundo o estudo prévio da CIM-BM sobre esta matéria, os municípios do Baixo Mondego não apresentam estratégias de compras adequadas, sendo a atividade de compras, na grande maioria, reconhecida como uma função administrativa e de suporte. Ainda de acordo com o mesmo documento, os Municípios apresentam processos aquisitivos longos, em formato de papel, hierarquizados e burocratizados, para além de não beneficiarem do poder negocial que resulta da agregação de necessidades de entidades com perfil de consumo semelhante.
Neste sentido, a central de compras da CIM-BM tem como objetivo dotar os municípios de uma estrutura que contribua para o planeamento centralizado da função de aprovisionamento dos vários Municípios participantes deste projeto. Uma Central de Compras que atuará de forma transversal a toda a Comunidade Intermunicipal, de forma a que, por um lado, promova um aumento de eficácia, eficiência, transparência e redução dos custos de aquisição para todos os Municípios da comunidade e, por outro, alinhe a política de compras centralizadas dos seus Municípios com as melhores práticas e recomendações para as compras públicas.
A central de compras eletrónicas criada pela Comunidade Intermunicipal do Baixo Mondego (CIBM) tem por objetivo permitir aos associados negociar preços mais competitivos na aquisição dos bens e serviços. Em média, poderá haver uma poupança [para os municípios] da ordem dos 30 por cento nos chamados custos de contexto, de funcionamento, disse o presidente da CIBM, Jorge Bento.
O autarca de Condeixa-a-Nova sublinha que, nesta altura de crise, as câmaras municipais precisam de reduzir custos de contexto, de funcionamento, pela via das grandes economias de escala, comprando em grandes quantidades. A plataforma eletrónica já está a operar, estando agendada para abril a primeira negociação de cotações. Tudo indica que a transação inicial seja feita ao nível de material de economato, seguindo-se outras prioridades, como artigos de higiene e posteriormente os combustíveis e outras categorias de considerável expressão orçamental, refere uma nota hoje divulgada pela CIBM. Papel A4 e a manutenção de elevadores serão as primeiras compras, avançou Jorge Bento, sublinhando que, nestes casos, são esperadas poupanças de 30 e 40 por cento, respetivamente.
O levantamento das prioridades de aquisição de cada município está a ser feito pela comissão de acompanhamento da central de compras. Um sistema destes pressupõe uma solidariedade ativa entre os parceiros, principalmente por parte das maiores autarquias, como Coimbra e Cantanhede, afirmou Jorge Bento. O autarca espera que a central de compras eletrónicas corra bem, pois poderá provar que a CIBM consegue avançar para outros projetos, como o processamento de salários.
JM/CIM/Lusa
Autor: Jornal da Mealhada
