Segunda-feira, 15 de Julho de 2013

O ARTISTA E O MEIO 8

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O ARTISTA E O MEIO 8

No presente, nós vemos por meio de um espelho, de maneira confusa xa0 More Light Primal Scream No ano de […]

No presente, nós vemos por meio de um espelho, de maneira confusa

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More Light Primal Scream


No ano de 2011, Screamadelica, álbum de viragem na carreira dos Primal Scream, fez vinte anos, e a banda levou-o novamente aos palcos, numa celebração que, apesar de toda a euforia, não deixou de ser uma concessão a nostalgia um pouco literal demais, em especial para uma banda que sempre primou por pegar em referências do passado e amalgamá-las com pistas do futuro. Já em 1991, Screamadelica proporcionou uma muito bem-sucedida fusão entre o emergente acid house e atitude rock n roll mais vintage, personificada na pose do vocalista, Bobby Gillespie. O público rendeu-se, elevando-os a primeira liga da pop inglesa, e na onda do sucesso atreveram-se a lançar um disco cheio de tiques dos Rolling Stones, Give Out But Dont Give Up, que, sem desbravar novos territórios, cimentou a posição dos Primal Scream como estrelas rock. Vinte anos depois, e com a nostalgia fora do sistema, trazem-nos More Light, disco que tem mais afinidades com XTRMNTR, a reinvenção de 2000 dos Scream, do que com as pseudo filosofias extáticas dos anos 90. Em XTRMNTR os Primal Scream inauguraram uma colaboração com Kevin Shields, o homem por trás das muralhas fuzz dos My Bloody Valentine, que trouxe toda uma estética de hiper distorção a combinar com a neurose paranóica fin de siecle de Bobby Gillespie, que de estrela rock se converteu em profeta dos dias do fim.

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Artigo completa, de João Vasconcelos, na edição impressa de 17 de julho.

Autor: Jornal da Mealhada

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