O Bussaco não pode mais ser entregue a madeireiros ou intelectuais
A reunião extraordinária da Câmara Municipal da Mealhada, que se realizou na tarde do dia 20 de agosto, para discussão […]
A reunião extraordinária da Câmara Municipal da Mealhada, que se realizou na tarde do dia 20 de agosto, para discussão da atual situação da Fundação Mata do Bussaco, depois da demissão de Fernando Correia, não terminou com fumo branco. Os requisitos para o perfil ideal de presidente estão definidos, mas a escolha e disponibilidade dos possíveis nomeados tornam a situação ainda mais difícil.
Na noite anterior à reunião extraordinária, os vereadores da coligação Juntos pelo Concelho da Mealhada Gonçalo Louzada, João Seabra e Marlene Lopes enviaram ao presidente da autarquia, Rui Marqueiro, os requisitos do que, nas suas opiniões, deve ser o perfil do futuro presidente do conselho diretivo da Fundação Bussaco. São eles: Conhecimentos botânicos profundos sobre a manutenção e preservação da mata; experiência comprovada em gestão; espírito de iniciativa que indicie uma forte aposta na promoção do turismo na Mata; forte ligação ao Luso/Bussaco; capacidade de diálogo e negociação com os organismos/instituições com os/as quais irá ser necessário dialogar com vista, nomeadamente, à resolução do problema da concessão do Palace Hotel; e facilidade na execução de projetos com vista à obtenção de fundos comunitários.
E Marqueiro concorda, plenamente com todos os pontos, enfatizando a importância do turismo, captação de fundos comunitários e situação da concessão do Palace. Sabemos que é difícil ter alguém com todas estas competências, afirmou o edil, garantindo, contudo, que apenas falta um presidente, pois equipa jovem, constituída por técnicos de diversas áreas e com competências já lá temos! Quem vier tem que confiar nela e de preferência que seja alguém com cabelos brancos para haver equilíbrio e orientação.
O presidente da autarquia confessou ter feito alguns contactos, sem compromissos, nomeadamente, para o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. Era ideal podermos ter uma pessoa desta entidade, mas, neste momento, não dispensam ninguém, informou o edil que denominou a situação atual do executivo camarário como de enrascados. Se me derem carta branca vou estabelecer contactos quer no setor privado, quer no público, apelou Marqueiro.
E a luz verde foi dada, com o compromisso de todos estudarem o assunto e sugerirem nomes, não sem antes João Seabra declarar: O essencial do novo presidente é ter experiência e conhecimento. O Bussaco não pode mais ser um campo de treinos de ninguém, nem ser entregue a madeireiros ou intelectuais. Olhamos para trás e vemos oito meses perdidos. A riqueza do Bussaco é a Mata e há lá tanto para se fazer. Não há tempo a perder! É preciso um profissional que ataque a Mata e o seu Património!.
A situação neste momento é a de procura de um novo presidente para a Fundação Bussaco, o que Marqueiro conta que seja o mais rapidamente possível, se possível até ao final deste mês de agosto.
Autor: Jornal da Mealhada
