Pais fazem espera à Secretária de Estado da Educação, na Mealhada
(COM GALERIA DE FOTOGRAFIAS) O Sétimo Encontro com a Educação, promovido pela Câmara Municipal da Mealhada e que teve inicio […]
(COM GALERIA DE FOTOGRAFIAS)
O Sétimo Encontro com a Educação, promovido pela Câmara Municipal da Mealhada e que teve inicio no Cineteatro Messias, contou com a presença, no exterior, de cerca de três centenas de professores, diretores, encarregados de educação e alunos de escolas particulares e cooperativas da região Centro. Em tom de manifesto, com cartazes e frases de protesto, contra as novas regras do Governo para os contratos de associação no ensino privado, a manifestação subiu de tom quando chegou a Secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, e o mesmo aconteceu aquando da sua despedida.
Foi no passado dia 14 de abril que foi publicado em Diário da República, pelos Gabinetes da Secretária de Estado Adjunta e da Educação e do Secretário de Estado da Educação, que a frequência de estabelecimentos de ensino particular e cooperativo com contrato e associação, na parte do apoio financeiro outorgado pelo Estado, é a correspondente à área geográfica de implantação da oferta abrangida pelo respetivo contrato. A partir dai os manifestos de protesto não pararam.
xa0
Querem por fim às escolas com contrato de associação e encher as escolas públicas
xa0
Querem por fim às escolas com contrato de associação e assim encher as escolas públicas do Estado. É ridículo não darem o direito aos pais de escolherem o sitio onde querem que os filhos estudem, declarou, ao Jornal da Mealhada, Sandra Strecht, docente no Centro de Estudos Educativos de Ançã, em Cantanhede. Nós só queremos três coisas: Que o Estado cumpra os contratos que assinou; que dê continuidade às turmas; e que dê liberdade aos pais de puderem escolher, acrescentou a docente, que leciona numa escola com seiscentos alunos e onde todos os pais se têm manifestado descontentes com esta medida.
Também Jorge São José, membro da Associação de Pais do Colégio de Nossa Senhora da Assunção Famalicão, em Anadia, se manifestou, ao nosso jornal, descontente. Esta medida condiciona a escolha dos pais e obriga a que cada aluno se tenha que inscrever na zona onde reside, lamenta o encarregado de educação de duas alunas, do sexto e décimo primeiro anos no Colégio de Famalicão, que ainda acrescenta: Isto desenraíza as crianças das escolas e dos colegas com quem sempre se relacionaram. Vamos tirá-los à força, no meu caso, de um sitio onde estão desde o Infantário.
xa0
Todos os contratos se manterão intactos até 2018, garante Alexandra Leitão
xa0
Mas aos jornalistas, Alexandra Leitão, garantiu que todos os contratos se manterão intactos até 2018. As escolas privadas continuarão a ser parceiras no sistema de educação e, neste momento, estamos sim a estudar a rede criteriosamente.
A representante do Governo, na sessão de abertura do Fórum de Educação da Mealhada, enfatizou esta ideia. As escolas privadas continuarão a ser parceiros da rede pública, disse.
Já sobre a manifestação que a esperava, a Secretária de Estado da Educação afirmou ser um ato natural da vida pública e legitimo do direito que todos os cidadãos têm.
Rui Marqueiro, presidente da Câmara Municipal da Mealhada, brincou com a situação, agradecendo a presença de Alexandra Leitão. A senhora Secretária de Estado é uma vedeta politica porque hoje contribuiu para a nossa economia local, declarou o edil, que elogiou o Governo ter trazido a sua palavra acerca de Educação à Mealhada.
Autor: Jornal da Mealhada
