Pampilhosa teve à mesa várias sopas
[…]contou com a degustação de sopas de diversos restaurantes, música e petiscos e onde estiveram presentes cerca de 150 pessoas.
A Noite de Sopas realizou-se no dia 29 de novembro, no Mercado Municipal da Pampilhosa. O evento que começou às 19 horas contou com a degustação de sopas de diversos restaurantes, música e petiscos e onde estiveram presentes cerca de 150 pessoas.
A presidente da Junta de Freguesia da Pampilhosa, Andreia Morgado, realçou a importância da iniciativa a nível cultural e gastronómico. “É muito importante, porque juntamos as pessoas em comunidade.” A mesma apontou que já existe um mercadinho da Pampilhosa, “é feito sempre no terceiro fim de semana de cada mês. A ideia será alterar bocadinho, não mexer no conceito do que é mercadinho, mas alterar um pouco a imagem, fazer outra dinâmica com concertos, com outro tipo de atividades que achamos que é importante que as pessoas venham por outro tipo de atividades.”
Em relação à edição anterior, Andreia Morgado explicou que “já tinha vindo o ano passado, portanto, quem fez a festa de São João de 2025, também, fez o festival das sopas, foi um bocadinho diferente. Mas eu acho que este este tipo de iniciativa é sempre de louvar”. “O trabalho e a agitação do dia a dia, faz com que não estejamos tão atentos e tão próximos uns dos outros, falo por mim, raramente, vejo os meus amigos e as pessoas aqui da Pampilhosa a não ser agora que estou na junta e estou mais presente. Mas era muito raro vermos ao fim de semana, portanto só nós víamos neste tipo de festas, por isso é importante que continuem estas iniciativas.”
A presidente da Junta de Freguesia da Pampilhosa expressou que provou algumas sopas, “gostei muito da sopa romena, era picante e super saborosa, a nossa sopa à lavrador e a Sopa de peixe”.
A Festa da Sopa da Pampilhosa já conta com a sua 3ª edição, Pedro Miguel, membro da organização, já participou nas edições anteriores e apontou que o evento “surgiu na Pampilhosa, mas já existia noutros sítios, quisemos trazer à população mais dinamismo e trazer as pessoas da terra aos eventos e colaborar nas festas. O objetivo é a criação de fundos para fazer este ano que vem uma festa totalmente diferente de todas as outras. Quero fazer com o resto do grupo, o São João 2026.” No que diz respeito ao número de sopas para degustação, o mesmo expressou que “são dezassete, de vários restaurantes aqui da zona, inclusive pessoas da população que também nos ofereceram sopas, todas são destaque.”
Liliana Santos, um dos membros mais antigos da realização das Festas de São João, referiu a importância da sustentabilidade no evento, “a nossa preocupação este ano, assim como nas outras edições, foi fazer umas taças de barro alusivas às festas de São João de 2026, e que a nível ecológico é mais sustentável porque a pessoa além de poder levar para casa como recordação também a pode reutilizar”.
No caso de Valter Ribeiro, também membro da organização, está foi a sua última vez na preparação do evento e segundo ele, “já era para ter deixado a organização, mas o mais difícil é sempre haver quem se queira juntar, então este ano para não deixar a tradição acabar, arrisquei mais um ano e espero que nas próximas edições continuem e eu cá estarei para acompanhar”.
O responsável pela sopa romena picante, Mários Metenti, trouxe a tradição romena para a festa o mesmo afirmou que “porque um amigo pediu-me para fazer uma sopa e já fiz esta sopa para muitos portugueses em vários sítios e muitos gostaram. Há várias sopas, já fiz esta em várias festas, mas é a primeira vez que trago aqui esta sopa, o feedback do público até agora é positivo.”
No que diz respeito ao público, José Pedro André, emigrante em França decidiu visitar a festa e explicou que “gosto de festas e fui responsável das associações e estou a gostar, a sopa que mais gostei foi a de peixe.” O mesmo expressou que se trouxesse uma sopa “era uma sopa de caldo verde, tenho couves no quintal.”
Na perspetiva de Luís Filipe Dinis, natural da Pampilhosa, o evento permite que “as pessoas se aproximem, que a comunidade esteja junta, e isto é sempre positivo para as freguesias, quanto mais não seja, para o enriquecimento do próprio conselho.” O mesmo expressou “gosto sempre daquilo que é diferente e inovador e do que nos pode acrescentar”. O habitante da Pampilhosa realçou que se dependesse do mesmo “trazia uma sopa do amor”, para a iniciativa.
Segundo Pedro Miguel, membro da organização do evento, a nível de apoios, o mesmo contou que “tivemos o apoio tanto da Câmara como da Junta, pedimos e cederam-nos o mercado, a Câmara também foi cooperativa, ajudou-nos bastante na questão de podermos utilizar as mesas e bancos, também nos disponibilizou a licença para este evento.”
Autor: Jornal da Mealhada



