Presidente da Quercus garante que o problema do Bussaco é a infestação de acácias
(COM GALERIA DE FOTOGRAFIAS) A Fundação Luso e a Quercus promoveram uma plantação de cerca de duas mil e quinhentas […]
(COM GALERIA DE FOTOGRAFIAS)
A Fundação Luso e a Quercus promoveram uma plantação de cerca de duas mil e quinhentas árvores na Serra do Bussaco, no âmbito da parceria pioneira estabelecida entre as duas entidades. A ação decorreu no dia 8 de abril, na Portela da Armada, e contou com a presença de João Branco, presidente da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, e de Nuno Pinto de Magalhães, presidente da Fundação Luso.
Foram mais de oitenta os colaboradores da Sociedade da Água de Luso (SAL), da Quercus, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), da Junta de freguesia do Luso e da comunidade local que participaram nesta atividade, que teve como principal objetivo contribuir para a preservação e conservação da Natureza e da Biodiversidade na Serra do Bussaco, protegendo e valorizando o património hídrico e natural do Luso, onde nasce a Água Mineral Natural de Luso.
Aos jornalistas, João Branco garantiu que o grande problema da Mata do Bussaco é a infestação de acácias. Se entra aqui um fósforo. O dirigente explicou ainda a função destas plantações que é a de prevenir as infestantes. Mas é um trabalho demorado e, no caso do Bussaco, são necessários uns dez anos. Milhares de hectares precisam de ser reflorestados, declarou.
Trabalho esse que tem vindo a ser feito pelos sapadores do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, que limpam as zonas principalmente as que já sofreram incêndios e/ou nematode , para depois ficarem livres para a reflorestação.
Para Nuno Pinto Magalhães preservar e reflorestar a Mata do Bussaco é o mesmo que dizer proteger o recurso aquífero da água do Luso. Este é o último de três anos da parceria entre a Fundação Luso e a Quercus, que interveio em vinte e quatro hectares, plantando assim mais de vinte e quatro mil árvores. Até julgo que iremos ultrapassar este número e chegar às trinta mil, afirmou o presidente da Fundação Luso, que elogia o trabalho dos voluntários e colaboradores. A ação de hoje tem visibilidade, mas isto é um trabalho continuo, onde houve imensas atividades sob o anonimato, continuou.
Finda a parceria de três anos, Nuno Pinto Magalhães garante que será altura de balanço e de nos sentarmo-nos com a Quercus. Para nós esta parceria foi muito importante. Quando falamos em natureza e em naturalidade, falamos em água do Luso, uma água que não tem qualquer tipo de tratamento, garantiu o dirigente, que ainda assumiu que a Fundação Luso fez um grande esforço financeiro – um investimento de noventa mil euros – para esta parceria ser possível.
Ao Jornal da Mealhada, Claudemiro Semedo, presidente da Junta de Freguesia do Luso, também defendeu este tipo de iniciativas. É terceira vez que venho e acho muito importante, principalmente para a água do Luso, uma marca muito forte do concelho da Mealhada.
Autor: Jornal da Mealhada
