Quarta-feira, 05 de Abril de 2017

Quartel vai receber 331 mil euros de fundos públicos para obras de recuperação

Quartel vai receber 331 mil euros de fundos públicos para obras de recuperação

Região

Quartel vai receber 331 mil euros de fundos públicos para obras de recuperação

A direção dos Bombeiros Voluntários da Mealhada recebeu há poucos dias a informação oficial de que os fundos comunitários POSEUR […]

A direção dos Bombeiros Voluntários da Mealhada recebeu há poucos dias a informação oficial de que os fundos comunitários POSEUR aprovaram e financiarão a candidatura da associação para a recuperação, requalificação e ampliação do seu quartel. O custo total das obras será de aproximadamente 456 mil euros, sendo que os fundos europeus financiarão 266 mil euros. A Câmara Municipal da Mealhada garantirá cerca de 65 mil, ficando o restante 125 mil euros por conta da Associação de Bombeiros.

A notícia foi dada em primeira mão aos bombeiros através de SMS e de comunicação de serviço e à Câmara Municipal da Mealhada, através do presidente da direção, Nuno Canilho, na manhã de 20 de março. Entretanto, a 24 de março a direção reuniu com os bombeiros do corpo ativo sobre este assunto e amanhã, 30 de março, na Assembleia-geral da associação será dada a notícia aos sócios, com informações suplementares.

É uma ótima notícia, afirmou Nuno Castela Canilho ao Jornal da Mealhada, acrescentando: Trata-se de um apoio público, a fundo perdido, que nos permitirá promover uma melhoria muito grande ao nível operacional e do conforto dos bombeiros. Passaremos a ter camarata feminina e balneários para as senhoras!. O presidente da direção assevera que se trata de um projeto que começou no mandato anterior, já por si liderado, que prosseguiu e que agora vê receber a boa e esperada noticia. É quase como que uma reconstrução do nosso quartel. Vamos promover obras necessárias, urgentes e que vão colocar as condições que damos aos nossos bombeiros no século XXI.

Segundo nos deu conta, o processo de concurso público tramitará em 2017 e a direção espera que no final deste ano ou no início do seguinte possa já estar iniciado o processo de obra.

Nestes termos, será importante podermos contar com o apoio do comando, dos bombeiros do quadro ativo, de honra e de reserva bem como dos sócios, dos amigos e da boa vontade da nossa população para promovermos esta obra que nos fará entrar numa nova fase da nossa vida como associação e corpo de bombeiros, disse Nuno Canilho, que acrescenta: Contamos com o apoio de todos, com as sugestões de cada um e com a colaboração unanime, não só para fazer face aos dinheiros que temos de angariar, como às dificuldades e constrangimentos que as obras vão provocar enquanto estiverem a decorrer.

Temos de repensar o que queremos para a Proteção Civil do nosso concelho, diz Nuno Canilho

Nuno Castela Canilho, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Mealhada, esteve na última reunião do executivo camarário, a 20 de março, para fazer um balanço das atividades e da situação financeira da instituição. Na ocasião, o dirigente exortou os vereadores municipais a refletirem e procurarem definir que modelo se pretende para a proteção civil do concelho da Mealhada.

A requalificação do quartel foi um dos primeiros assuntos a ser abordados. Mas o presidente dos Bombeiros debruçou-se mais profundamente sobre o volume de serviço que tem o corpo de bombeiros por si gerido e sobre os custos que daí decorrem. Os bombeiros da Mealhada são financiados pelas receitas que advêm do serviço de transporte de doentes não urgentes. Os valores atribuídos pelo Município e pela ANPC e as quotizações dos sócios não são suficientes para garantir a subsistência do corpo de bombeiros, disse Nuno Canilho. Se queremos um serviço de bombeiros eficaz e eficiente temos de investir e não deixar que o seu sustento esteja dependente de uma atividade comercial paralela, acrescentou deixando clara a ideia de que defende que os valores atribuídos pelo Município a título de subsídio deveriam ser revistos uma vez que não são revistos há mais de quinze anos!. Esta pretensão, a revisão em alta do valor do subsidio municipal no valor de 38.950 euros anuais estende-se, naturalmente, aos bombeiros da Pampilhosa. Pedimos para os Bombeiros do concelho!, afirmou Nuno Canilho.

O presidente dos Bombeiros da Mealhada defendeu ainda um modelo de semi-profissionalização dos bombeiros no município: A primeira intervenção deveria ser feita por profissionais, podendo os bombeiros não-profissionais atuar logo a seguir, em segunda linha. E voltou a sublinhar que isto só poderia ser possível se a autarquia alterasse o paradigma de apoio financeiro. No entanto, Nuno Canilho não se mostrou imediatamente contrário à hipótese que lhe foi colocada de ser criado um corpo de bombeiros municipais. Acrescentou apenas que os custos dessa medida seriam desproporcionadamente elevados.

Autor: Jornal da Mealhada

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