Quartel vai receber 331 mil euros de fundos públicos para obras de recuperação
A direção dos Bombeiros Voluntários da Mealhada recebeu há poucos dias a informação oficial de que os fundos comunitários POSEUR […]
A direção dos Bombeiros Voluntários da Mealhada recebeu há poucos dias a informação oficial de que os fundos comunitários POSEUR aprovaram e financiarão a candidatura da associação para a recuperação, requalificação e ampliação do seu quartel. O custo total das obras será de aproximadamente 456 mil euros, sendo que os fundos europeus financiarão 266 mil euros. A Câmara Municipal da Mealhada garantirá cerca de 65 mil, ficando o restante 125 mil euros por conta da Associação de Bombeiros.
A notícia foi dada em primeira mão aos bombeiros através de SMS e de comunicação de serviço e à Câmara Municipal da Mealhada, através do presidente da direção, Nuno Canilho, na manhã de 20 de março. Entretanto, a 24 de março a direção reuniu com os bombeiros do corpo ativo sobre este assunto e amanhã, 30 de março, na Assembleia-geral da associação será dada a notícia aos sócios, com informações suplementares.
É uma ótima notícia, afirmou Nuno Castela Canilho ao Jornal da Mealhada, acrescentando: Trata-se de um apoio público, a fundo perdido, que nos permitirá promover uma melhoria muito grande ao nível operacional e do conforto dos bombeiros. Passaremos a ter camarata feminina e balneários para as senhoras!. O presidente da direção assevera que se trata de um projeto que começou no mandato anterior, já por si liderado, que prosseguiu e que agora vê receber a boa e esperada noticia. É quase como que uma reconstrução do nosso quartel. Vamos promover obras necessárias, urgentes e que vão colocar as condições que damos aos nossos bombeiros no século XXI.
Segundo nos deu conta, o processo de concurso público tramitará em 2017 e a direção espera que no final deste ano ou no início do seguinte possa já estar iniciado o processo de obra.
Nestes termos, será importante podermos contar com o apoio do comando, dos bombeiros do quadro ativo, de honra e de reserva bem como dos sócios, dos amigos e da boa vontade da nossa população para promovermos esta obra que nos fará entrar numa nova fase da nossa vida como associação e corpo de bombeiros, disse Nuno Canilho, que acrescenta: Contamos com o apoio de todos, com as sugestões de cada um e com a colaboração unanime, não só para fazer face aos dinheiros que temos de angariar, como às dificuldades e constrangimentos que as obras vão provocar enquanto estiverem a decorrer.
Temos de repensar o que queremos para a Proteção Civil do nosso concelho, diz Nuno Canilho
Nuno Castela Canilho, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Mealhada, esteve na última reunião do executivo camarário, a 20 de março, para fazer um balanço das atividades e da situação financeira da instituição. Na ocasião, o dirigente exortou os vereadores municipais a refletirem e procurarem definir que modelo se pretende para a proteção civil do concelho da Mealhada.
A requalificação do quartel foi um dos primeiros assuntos a ser abordados. Mas o presidente dos Bombeiros debruçou-se mais profundamente sobre o volume de serviço que tem o corpo de bombeiros por si gerido e sobre os custos que daí decorrem. Os bombeiros da Mealhada são financiados pelas receitas que advêm do serviço de transporte de doentes não urgentes. Os valores atribuídos pelo Município e pela ANPC e as quotizações dos sócios não são suficientes para garantir a subsistência do corpo de bombeiros, disse Nuno Canilho. Se queremos um serviço de bombeiros eficaz e eficiente temos de investir e não deixar que o seu sustento esteja dependente de uma atividade comercial paralela, acrescentou deixando clara a ideia de que defende que os valores atribuídos pelo Município a título de subsídio deveriam ser revistos uma vez que não são revistos há mais de quinze anos!. Esta pretensão, a revisão em alta do valor do subsidio municipal no valor de 38.950 euros anuais estende-se, naturalmente, aos bombeiros da Pampilhosa. Pedimos para os Bombeiros do concelho!, afirmou Nuno Canilho.
O presidente dos Bombeiros da Mealhada defendeu ainda um modelo de semi-profissionalização dos bombeiros no município: A primeira intervenção deveria ser feita por profissionais, podendo os bombeiros não-profissionais atuar logo a seguir, em segunda linha. E voltou a sublinhar que isto só poderia ser possível se a autarquia alterasse o paradigma de apoio financeiro. No entanto, Nuno Canilho não se mostrou imediatamente contrário à hipótese que lhe foi colocada de ser criado um corpo de bombeiros municipais. Acrescentou apenas que os custos dessa medida seriam desproporcionadamente elevados.
Autor: Jornal da Mealhada
