Quarta-feira, 07 de Fevereiro de 2018

Real Imperatriz encontra-se com os deuses gregos

Real Imperatriz encontra-se com os deuses gregos

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Real Imperatriz encontra-se com os deuses gregos

Os antigos deuses da Grécia recebem este Carnaval uma visita inesperada: a Escola de Samba Real Imperatriz invade o monte […]

Os antigos deuses da Grécia recebem este Carnaval uma visita inesperada: a Escola de Samba Real Imperatriz invade o monte Olimpo para mostrar as origens da mitologia grega e vai trazer para as ruas da Mealhada, a 11 e 13 de fevereiro, a história épica de um dos cultos religiosos mais emblemáticos da Humanidade.

O princípio do fim é o mote do tema, criado por Patrícia Ceia, licenciada em Design de Moda, e que chega pela primeira vez ao Carnaval Luso-Brasileiro da Bairrada. O tema foi escolhido em concurso pela escola e convidaram-me para o vir trabalhar. Venho de um universo diferente do samba e tem sido um grande desafio criar algo que não é visto habitualmente neste meio, é um recomeço.

A carnavalesca diz que se pretende explicar a origem dos deuses gregos, a história por detrás desta mitologia, até ao seu auge e à conquista do monte Olimpo. Patrícia Ceia admite que existe um significado intrínseco na abordagem deste enredo pois tem um pouco a ver com a vida da Real Imperatriz, da maneira como nasceu, dos problemas que foi enfrentando e de como se restruturou para se tornar naquilo que é hoje.

Em termos concretos, Patrícia realça o uso de elementos brilhantes, as sobreposições de peças ou as transparências nos figurinos criados. O tema puxa para isso, claro que depende dos gostos, mas não teremos grande volumes nos fatos, vão distinguir-se pela elegância.

Serão por volta de 120 os integrantes no desfile, por parte da Real Imperatriz, que segundo Cláudia Morais, relações públicas da escola, é um número generoso e que tem o contributo das gerações mais jovens. Temos muitos elementos novos, posso dizer que a nossa maior ala no desfile será a dos mirins, quase o dobro das outras. Temos a sorte de haver boa vontade dos pais e familiares destes miúdos, muito importante para a renovação da escola.

A veterana da Real Imperatriz admite algum atraso no trabalho de preparação, onde surgem sempre coisas de última hora, mas destaca a serenidade com que a equipa tem enfrentado a questão vamos criando e abstraindo-nos dos problemas.

Sobre os corsos carnavalescos nas ruas centrais da Mealhada, Cláudia Morais diz que é emocionalmente tocante desfilar naquele sítio, o som fica mais concentrado, o chão vibra com o toque da bateria. É mais acolhedor que o recinto anterior, onde se notava um vazio e as pessoas se dispersavam mais.

No entanto, Cláudia lamenta que o percurso do desfile continue a incluir a rua da Estação. Devido ao pavimento de paralelos, a coreografia fica um pouco condicionada porque as meninas têm sempre receio de se desequilibrar e cair quando estão a sambar. Penso que será o elemento mais problemático do desfile, isto se não chover, claro.

Autor: Jornal da Mealhada

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