Quinta-feira, 08 de Janeiro de 2026 às 22:29

Região de Coimbra apresenta a maior Estação Náutica do país em 19 municípios

Região de Coimbra apresenta a maior Estação Náutica do país em 19 municípios

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Região de Coimbra apresenta a maior Estação Náutica do país em 19 municípios

Com 70 praias marítimas ou fluviais e 37 piscinas descobertas, a Estação Náutica integra recursos de mar, rios, albufeiras, marinas e zonas balneares

A “Região de Coimbra tem a capacidade de oferecer uma experiência turística integrada que poucos destinos na Europa conseguem igualar” afirmou a presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra durante a sessão de certificação da “maior Estação Náutica do país.”

“Ao recebermos formalmente a certificação da Estação Náutica da Região de Coimbra, não estamos apenas a receber um selo de qualidade, mas também a afirmar a nossa identidade como o maior e mais diversificado destino náutico de Portugal.”

A “ambição e a cooperação dos dezanove municípios” conferiram ao projecto “esta escala regional, que une o rio ao mar”, sublinhou a também presidente da Câmara de Cantanhede, durante a cerimónia realizada a 8 de janeiro na Praia Fluvial do Vimieiro, concelho de Penacova. 

O local escolhido foi elogiado pela presidente da CIM, classificando-o como um excelente exemplo da qualidade da oferta existente na região: a praia fluvial do Vimieiro com os seus três galardões, a Bandeira Azul, símbolo de rigorosa gestão ambiental; a classificação de Qualidade de Ouro, que confirma a pureza das suas águas; e o galardão de Praia Acessível, garantindo que o lazer e a natureza estão ao alcance de todos, sem exceção. O Vimieiro é a prova viva de que, com investimento e visão, conseguimos transformar os nossos recursos naturais em ativos turísticos de valorizados, inclusivos e sustentáveis.”

A Estação Náutica organiza-se em três polos que “espelham a riqueza do património hídrico: o polo da Costa Atlântica, onde o oceano nos liga ao mundo, potenciando o surf, a economia azul e o dinamismo das nossas praias; o polo do Pinhal Interior, onde a água doce serpenteia entre montanhas, oferecendo refúgio, silêncio e um contacto puro com a natureza; e o polo da Aguieira-Mondego, o coração do nosso território, um espelho de água de excelência para o desporto de alta competição. 

Os 19 municípios estão integrados nos seguintes polos: Costa Atlântica (municípios de Cantanhede, Figueira da Foz e Mira); Aguieira/Mondego (municípios de Coimbra, Condeixa, Mealhada, Montemor-o-Velho, Mortágua, Penacova, Soure e Tábua) e Pinhal Interior (municípios de Arganil, Góis, Lousã, Miranda do Corvo, Penela, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra e Vila Nova de Poiares).

“Ao integrar o mar, os rios, as albufeiras, as marinas e outras zonas balneares, e sem esquecer o porto e marina da Figueira da Foz, a estação náutica oferece uma diversidade inigualável de experiências desde surf, canoagem aos caminhadas ribeirinhas” enumerou. Mais do que um destino turístico de referência, é uma ferramenta de dinamização económica, de aumento da estada média e de valorização dos nossos recursos naturais”, reiterou. 

O secretário executivo da CIM Região de Coimbra explicou na sessão que esta organização tri-polar é a base para uma oferta que será simultaneamente específica e integrada com outros produtos turísticos já existentes.

Com um património que inclui 70 praias (marítimas e fluviais) e 37 piscinas descobertas, a Estação Náutica “pretende ser o motor de uma nova indústria turística regional”. A certificação é um “agregador dos ativos” da região e um “meio de valorização do património natural. A água e os recursos hídricos fazem parte da nossa identidade territorial” – considerou Jorge Brito.

O presidente da entidade Turismo Centro de Portugal  sublinhou que o Centro de Portugal é, hoje, “a região com mais Estações Náuticas do país. Quando falamos do Centro de Portugal como um país dentro de um país, falamos também de uma região que está a afirmar-se como referência, nacional e internacional, no turismo ativo e desportivo. As Estações Náuticas são infraestruturas essenciais para esse posicionamento e para a criação de riqueza nos territórios, do litoral ao interior”, afirmou Rui Ventura.

A certificação da Estação Náutica da Região de Coimbra vem reforçar uma rede que já posiciona o Centro de Portugal na liderança nacional, com um terço das Estações Náuticas certificadas existentes no país.

Para Rui Ventura, este crescimento é inseparável das novas tendências da procura turística. “Cada vez mais, os turistas procuram destinos com água, paisagem, tranquilidade e experiências ligadas à natureza e ao turismo ativo. O Centro de Portugal tem tudo isso e está a estruturar a oferta com visão estratégica, respondendo também aos desafios das alterações climáticas e da sustentabilidade”, acrescentou. 

A náutica de recreio representa atualmente cerca de 556 milhões de euros em Portugal, correspondendo a 1,2% da indústria do turismo. “Projetos como este são aqueles que fazem verdadeiramente a diferença nos territórios. Estruturam produto, criam dinâmicas económicas locais e reforçam a identidade dos lugares”, concluiu Rui Ventura, reiterando a total disponibilidade da Turismo Centro de Portugal para continuar a trabalhar em estreita articulação com as comunidades intermunicipais, municípios e restantes parceiros.

A sessão de certificação contou ainda com as intervenções de Álvaro Coimbra, presidente da Câmara Municipal de Penacova, Gisela Sousa e António José Correia, do Fórum Oceano, Hélder Almeida, em representação do PROVERE Náutica Centro, e Jorge Brandão, vogal da Comissão Diretiva do Programa Regional Centro 2030, tendo sido encerrada pelo Secretário de Estado das Pescas e do Mar, Salvador Malheiro. 

As Estações Náuticas são uma rede nacional de oferta turística de qualidade certificada, que promove a valorização integrada dos recursos náuticos. Cada estação reúne, além das atividades náuticas, serviços complementares, como alojamento, restauração e animação turística, oferecendo experiências completas para os visitantes e comunidades locais. 

Segundo a entidade Turismo Centro de Portugal, a rede surgiu no âmbito do projeto Portugal Náutico, desenvolvido pela Associação Empresarial de Portugal e pelo Fórum Oceano, com o objetivo estratégico de estruturar e potenciar o turismo náutico como vetor de desenvolvimento sustentável do país.

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Autor: Maria da Graça Polaco

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